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  • Vejam, não é a toa que óbitos por causa circulatória/cardíaca lideram o ranking de causa mortis no país. Tá certo que a existência por si só de desfibriladores em locais de grandes concentrações populacionais não garante a sobrevida das pessoas, mas com certeza eleva em muito as chances de salvar pessoas de mortes súbitas decorrentes de complicações cardíacas, arritmias e paradas cardíacas.

    Segundo a Sociedade de Cardiologia e o cardiologista Agnaldo Pispico, “em média, 820 pessoas têm morte súbita a cada dia no Brasil” e “o acesso público ao desfibrilador pode fazer com que a sobrevida nesses casos suba de menos de 2% para 40% a 45%, em média.”.

    Mesmo após a morte do jogador Serginho do São Caetano em 2004 no jogo contra o São Paulo, em que se acendeu toda uma discussão sobre a falta de preparo no trato de vítimas de maus súbitos como aquele e da inexistência de equipamentos básicos (até a falta de ambulância nos locais dos jogos!), até hoje continuamos sem nada que legisle e garanta de forma legal a uniformidade de adequação desses espaços com equipamentos capazes de salvar vidas.

    Alguns Estados e cidades, por conta própria e iniciativa dos legisladores locais, caso de São Paulo e Paraná, já avançaram na formatação de instrumentos que garantam a existência de desfibriladores / DEA´s (desfibriladores externos automáticos) em locais de grande contingente de pessoas, caso de caxas de show, estádios de futebol, entre outros espaços. Porém, ainda sim instituições e organismos teimam em desrespeitar as normas e não disponibilizam o referido equipamento.

    São equipamentos caros, que giram em valores superiores a R$ 5.000,00, mas que apresentam no seu custo-benefício uma eficácia direciona qualquer esforço no sentido de adquirí-lo, seja para salvar vidas e atender as determinações que estão postas.

    Nesse sentido, o governo brasileiro precisa ser mais incisivo e criar alternativas para que facilite a aquisição desses equipamentos e um custo muito menor e pressionar os legisladores para que tracem condutas que sejam acompanhadas e obedecidas pelos demais Estados e municípios da federação, e não apenas esperar que essa seja iniciativa da consciência de cada governante em seus espaços.

    É preciso difundir práticas e técnicas básicas de suporte básico de vida e de utilização de DEA´s na população brasileira. Com isso, haverá muito mais possibilidade de salvar pessoas quando tivermos mais pessoas conscientes do seu papel e com conhecimento suficiente para fazer o básico até a chegada de serviços de maior complexidade.

   

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