Calendário

novembro 2009
S T Q Q S S D
« out   dez »
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

Categorias

  • educacao222Vamos estabelecer essa afirmativa do título como condição fundamental para que possamos prosseguir na discussão.  Não é a mesma coisa! Muitas pessoas teimam em realizar e classificar as atividades educativas equivocadamente, até como sinônimos.  Uns chamam de continuada, outros de permanente, outros até inventam novas modalidades de classificação das atividades, mas, na prática, poucos utilizam a terminologia correta, e o mais importante, poucos atendem realmente ao que a perspectiva educacional de cada situação preconiza.

    Isso acontece muito no ambiente dos serviços públicos de saúde e instituições hospitalares que desejam instituir um processo educativo contínuo, na maioria das vezes visando a atualização contínua do seu quadro de seus profissionais. Outros implementam os processos educativos em saúde na perspectiva de identificar e resolver problemas do espaço em que estão inseridos. Agora então, vamos nos situar para entender o contexto.

    A regulamentação do SUS pela Lei 8080/90 tornou imprescindível e premente a organização de processos educativos para a sua implantação, implementação e formação do quadro de profissionais, tarefa essa árdua e destinada à responsabilidade dos municípios. Essa construção deriva dos movimentos reformistas onde os planejadores e estudiosos da época vislumbravam a necessidade de formar profissionais orientados na busca de soluções para os problemas de saúde do país coletivamente.

    Saliento que existem várias conceituações e autores que abordam o tema. Tentarei trazer algumas concepções mais usadas nesse campo para procedermos com as definições.

    Da organização das práticas educativas logo surgiu o formato de Educação em Serviço, modalidade muito utilizada para capacitação de profissionais atendendo a interesses diretos da instituição, com o interesse dos profissionais em segundo plano. Verdadeiros treinamentos com privilégio do aspecto técnico e das habilidades.

    Já em seguida surge a modalidade da Educação Continuada para capacitação dos profissionais já inseridos nos serviços. Não quer dizer que é algo perene, contínuo como sugere o nome, mas algo que continua a acontecer após a formação dos sujeitos. Difere da anterior no aspecto de privilegiar o profissional e não apenas interesses institucionais. A Educação continuada deve promover oportunidades de desenvolvimento do profissional e de suas capacidades para atuação de forma individual e/ou coletiva. A idéia é que benefícios gerados de forma individual tornam essas pessoas mais satisfeitas, motivadas e com mais conhecimentos que retornam também para instituição na qual ele está inserido.

    Eis que finalmente surge a perspectiva da Educação Permanente em Saúde. Essa é uma modalidade que emana do seio dos processos de trabalho e objetiva resolver problemas identificados de dentro desse processo com o propósito de melhorar a qualidade de vida em todas as dimensões. É algo dinâmico e que surge não para preencher lacunas do processo de formação dos profissionais mas para ocupar os espaços. A Educação permanente permite o encontro do mundo em formação com o mundo do trabalho e a qualificação técnico-científica é apenas um dos aspectos das transformações das práticas e não o seu foco central. Não há espaço nessa perspectiva para ações educativas verticalizadas e fora de contexto. As demandas emanam do processo de trabalho e do espaço em que os profissionais e membros das comunidades estão inseridos.

    São perceptíveis as diferenças entre as propostas. A educação em saúde é algo muito mais global e interessado na mudança e transformação de práticas. É claro que ela engloba atividades de cunho técnico-científico como acontece na educação continuada, mas há o compromisso de mudança com o mundo e não apenas a transmissão de saberes e conhecimentos de forma individualizada. Aqui impera os interesses do individual e do coletivo.

    Abaixo, apresento um quadro comparativo entre a Educação Continuada e a Educação Permanente e que permite melhor observar algumas distinções conceituais:

    tabela_educacao_comparacao

    As diferenças de suas concepções são fáceis de sentir, porém a formatação disso causa muita confusão na prática. Matematicamente falando, podemos dizer que a Educação continuada está contida na Educação permanente, assim como a Educação em serviço por sua vez está contida na Educação Continuada. Num diagrama, as coisas poderiam ser representadas da seguinte forma:

    diagrama_educacao_permanente

    A Educação Permanente hoje no Brasil já figura com uma política bem definida (Portaria Nº 198/GM/MS de 13 de fevereiro de 2004) e a sua gestão e deverá ser feita pelos Pólos de Educação Permanente em Saúde que funcionarão como dispositivos do SUS para a promoção de mudanças e fará as articulações interinstitucionais necessárias para sua viabilização.

    Espero ter podido colaborar com algumas informações para que equívocos possam ser evitados. Agradeço aos colegas de trabalho e aos meus alunos que motivaram a discussão.

    Sugestões para aprofundar o tema:

    - Política de educação e desenvolvimento para o SUS: caminhos para a educação permanente em saúde: pólos de educação permanente em saúde do Ministério da Saúde/Brasil – 2004

    - Educação em serviço, educação continuada , educação permanente em saúde: sinônimos ou diferentes concepções? – Beatriz Francisco Farah / E-mail:biafarah@nates.ufjf.br

    Tags: , , , , , , , ,

  • logoFrequentemente descobrimos manchetes, ouvimos reclamações, lemos denúncias sobre o mau funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS).
    Filas longas para atendimentos, ausência de profissionais capacitados, baixa oferta de exames e procedimentos, manifestações trabalhistas com o objetivo de melhorar as condições dos serviços, etc.
    A mídia sensacionalista se aproveita destas mazelas e faz o maior barulho pelos canais de comunicação com a clara missão de evidenciar os problemas do processo sob o falso manto da “proteção social”.
    Um exemplo recente disto foi durante a pandemia da gripe A [H1N1]. Tivemos desde notícias denunciando a desestrutura dos serviços até insinuações de subnotificação proposital dos casos pelo Ministério da Saúde.
    No entanto, experiências exitosas do SUS não são tão “propagandeadas”. Os resultados positivos do Programa Nacional de Imunização (vacinas), do combate à AIDS, dos Serviços de Triagem Neonatal (Teste do Pezinho), dos bancos de sangue, dos transplantes e do SAMU, por exemplo, têm pouca visibilidade.

    A pergunta que eu faço a vocês é:

    Se o nosso SUS consegue funcionar bem em algumas áreas, por que erra tanto em outras?

    Sabemos que, no Brasil, o direito à saúde é de todos. Mas a maior parte dos pacientes atendidos no sistema público pertence às classes sociais menos favorecidas financeiramente. Daí tem gente que acha que o SUS é para pobres. Idiotice.

    Se você encontrar o Presidente Lula numa praça é capaz de reconhecê-lo. Mas você identificaria prontamente um Juiz do Supremo Tribunal Federal caso o encontrasse? Eu não. Mas sei que ele tem grana.
    Ok. Vamos supor que um iminente Juiz estava de férias na Bahia. Usando bermuda e camiseta, curtia o melhor verão de sua vida em Ilhéus. De repente, por um descuido, foi atropelado. Vendo-o ferido e inconsciente, os transeuntes já sabiam o que fazer: chamaram o SAMU. Rapidamente o Juiz foi levado à Emergência do Hospital Público mais próximo. Atendido, recuperou-se bem e já estava fora de perigo quando foi transferido ao hospital privado que seu plano de saúde particular indicou. Ele não era pobre e utilizou o SUS.

    Suposição dois: Numa cidade bem longe dali, noutro estado, um grande empresário extremamente rico adoeceu (percebam que não é o Juiz!). Visitou os melhores médicos da região, sempre pagando altas quantias em clínicas particulares porque não precisava usar a “medicina dos pobres”. Diagnóstico nosológico: tuberculose pulmonar. Sabem onde ele precisou ser acompanhado para receber os medicamentos? Numa unidade de PSF – SUS. Mas não acabou por aí. Os profissionais da Equipe de Saúde da Família prosseguiram a investigação e descobriram que além de tuberculose ele tinha AIDS. E sabem quem disponibilizou o tratamento contra a AIDS? Isso mesmo. O SUS.

    Dá pra perceber que as pessoas mais abastadas tendem a usar o SUS apenas em situações mais caras (quando seus planos privados caem fora da brincadeira), quando não podem escolher outro tipo de assistência ou quando não há outra fonte para aquele suprimento/serviço. Nas consultas de rotina, elas se orgulham em dizer que pagaram caro nas clínicas particulares ou aos planos de saúde.

    O pobre, não. O brasileiro pobre usa o SUS de A a Z. Usa o que ele tem e fica na falta quando o SUS não tem. O problema é que o pobre, em termos gerais, não exige e não sabe reclamar. Aceita quase tudo como obra de caridade. Falta-lhe o conhecimento dos próprios direitos. Não por ser pobre, em si. Mas porque não teve uma educação formal de qualidade. E é nisso que pesa a diferenciação das coisas.

    Quando um usuário do SUS que tem boa escolaridade procura uma unidade pública, seja qual for o motivo, e percebe que não foi bem atendido ou identifica algo fora dos padrões mínimos de segurança ou higiene, reclama. Reclama e exige. E tem que ser assim. Não estou dizendo que é permitido insultar o recepcionista ou o Auxiliar de Enfermagem com voz em volume alto citando a famigerada frase: “Nada público funciona!”. Não é isso que estou pedindo.
    É preciso procurar o responsável pela unidade assim como se procura o gerente de uma loja quando seu celular vem com defeito. Comunica-se o problema e buscam-se soluções. Se possível, por escrito. Este documento iniciará um efeito cascata: o profissional pressionado na assistência deverá pressionar seu superior hierárquico. Este, por sua vez, ou resolve o caso ou pressiona o gestor. E nesta sequência, alguma coisa acaba mudando: Ou o problema se resolve ou fica evidente a incompetência do setor responsável. Simples assim.

    Em 20 anos de SUS, observamos inúmeros avanços. Observamos também que quanto mais avançamos, mais descobrimos demandas a serem atendidas. Faz parte do jogo.
    E nesse jogo, reivindicar é condição indispensável para a evolução. Se o rico (mais esclarecido) usa o SUS na hora de uma emergência, no tratamento contra AIDS e no transplante de órgãos, é esperado que estas áreas se desenvolvam melhor porque os investimentos dos governantes não seguem a lógica da equidade: A melhoria dos setores é diretamente proporcional ao poder aquisitivo das pessoas que os utilizam.

    Se o rico usasse plenamente a unidade básica, veríamos mais qualidade nela também. Como os ricos não descerão de seus pedestais, qual a estratégia para fortalecer a atenção primária? Municiar os usuários do SUS (principalmente os menos favorecidos) com conhecimentos sobre legislação sanitária, instrumentalizando os Conselhos de Saúde.

    Se a questão é aprender a cobrar, controle social neles!

    Tags: , ,

  • livroalgoritmosHá muito estava interessado em escrever algo sobre como os processos educativos formais (leia-se acadêmicos) dos profissionais da área de saúde estão tornando-se mais curtos, e porque não práticos, com a utilização de algoritmos. Por outro lado, vejo num horizonte não muito distante problemas já no curto prazo que essa modelagem de ensino-aprendizagem tem causado à formação dos profissionais de saúde (e também de outras áreas, pois vale o raciocínio que segue).

    Quando se trata de assuntos de especialidades, como nas áreas de cardiologia ou emergência como exemplo, não raro é o sujeito deparar-se com complexos algoritmos para tratamento ou intervenção ante uma situação aguda ou como medida diagnóstica para agravos de saúde. São por vezes muito densos, verdadeiros labirintos com muitas informações, possibilidades e alternativas que embaralha a cabeça de quem os utilizam, a depender de sua magnitude, propósito e aplicação.

    Como nenhum assunto na área de saúde é simples e como são tantas as variáveis a levar em consideração na condução de casos clínicos, logo podemos perceber que não é tarefa simples assimilar seu conteúdo e sua aplicação de forma correta. Porém, dado o volume de informações que os estudantes devem apreender no seu processo de formação e a velocidade com que são cobrados nas academias associado ao curto tempo para estudo, os algoritmos tem figurado como alternativas de apreensão e aplicação de conteúdos de forma rápida e direta. E já acontece então a formalização dessas práticas.

    Na tentativa de criar uma estrutura mais organizada, esses estudantes estão sendo ensinados a seguir algoritmos preestabelecidos e regras de atuação na forma de cadeias de decisão. Conteúdos que foram formatados num modelo algorítmico que facilita ser decorado, ser lembrado e ser aplicado quando exigido. Algumas dessas ferramentas já têm sido adotadas por instituições públicas e privadas para organização e sistematização da assistência e demais serviços prestado nesses espaços.

    O que são os algoritmos?

    Um algoritmo é uma seqüência finita de instruções bem definidas e não ambíguas, cada uma das quais pode ser executada mecanicamente num período de tempo finito e com uma quantidade de esforço finita. Muito utilizados na área da computação, os algoritmos precisam estar rigorosamente definidos, especificando a maneira que ele se comportará em todas as circunstâncias. A maneira mais simples de se pensá-lo é por uma lista de procedimentos bem definida, na qual as instruções serão executadas passo a passo a partir do começo da lista, uma idéia que pode ser facilmente visualizada através de um fluxograma. (Wikipédia)

    algoritmo_sifilis

    Aprendizagem baseada em algorítmicos – o outro lado da moeda

    Como dito anteriormente, os algoritmos fornecem uma orientação muito fechada e direta, às vezes incompatíveis com as práticas no campo de saúde. Vejam que ante uma situação aguda que exija rápida tomada de decisão de um profissional, basta lançar mão do algoritmo e seguir seus passos de forma fiel. Além disso, facilitam um bocado a vida dos estudantes, pois resumem calhamaços de textos em simples diagramas. Contudo, desestimulam o raciocínio crítico e o pensamento independente e criativo, engessando as mentes e toda sua capacidade e potência.

    Criar esses instrumentos também não é tarefa fácil. Monta-se um verdadeiro diagrama, com distribuição de setas para vários elementos dessa estrutura, verdadeiras caixas que podem revelar os resultados a quem percorre os seus caminhos ou serem indicadoras de novos rumos que deverão ser tomados ante a situação que se apresenta. Segue-se pelas “perguntas” que são preestabelecidas do tipo “SIM” ou “NÃO” e semelhante a um jogo, percorrem-se os caminhos daquele labirinto. Por suas intermináveis ramificações, utilizam-se setas, representantes de força, orientação e sentido a ser seguido nas suas raízes, uma definição de fluxos por vezes sem volta e que revelam um processo hierárquico na tomada de decisões por quem utiliza esse recurso.

    Ainda assim, mesmo com tanto trabalho e complexidade, não conseguem dar cabo de tudo que se apresenta. Como são tantas as variáveis a serem consideradas, poderão surgir na condução de casos clínicos situações-problema não contempladas nos algoritmos dos quais a pessoa teve acesso.

    Imaginem então a seguinte situação: o sujeito chega à consulta clínica com queixa de agravo à sua saúde. Após a utilização de alguns desses algoritmos – travestidos algumas vezes nos serviços com o nome de protocolos – chega-se a conclusão de que o sujeito tem tuberculose pulmonar, por exemplo, e deverá fazer uso de algumas medicações tendo que se alimentar adequadamente durante a ingestão dos seus comprimidos. Ao ouvir a orientação do profissional, esse mesmo sujeito retruca que não poderá fazer uso dos medicamentos, pois não tem condições financeiras de se alimentar diariamente como preconizado.

    E agora, qual algoritmo usar para resolver esse problema? Existem outras fórmulas mirabolantes capazes de resolver variáveis como essas e que é realidade do dia-a-dia dos profissionais. E quando surgirem particularidades não contempladas nesses instrumentos, o que fazer? Como esses, vocês podem imaginar uma série de outros exemplos.

    Vejo com freqüência alguns dos catedráticos “das antigas” criticarem a forma atual de ensino. Afirmam ser muito superficiais e que as pessoas em formação não conseguem mais pensar de forma profunda nas discussões. Fica sempre nesses grandes mestres a sensação de uma aprendizagem improvisada nos dias atuais e um sentimento nostálgico da rigorosidade do ensino de sua época.

    Podemos até fugir um pouco da área acadêmica e observar que cultura de aplicação de algoritmos para organização de sistemas é algo que se dissemina facilmente. Vejam que algumas companhias de seguro já têm estabelecido algoritmos internos para liberação de serviços, exames e procedimentos aos seus beneficiários. Os encaminhamentos e solicitações dos profissionais de saúde credenciados que não respeitam o processo hierárquico e de direcionamento desses difíceis fluxos, terminam por padecer já no seu nascedouro: a consulta direta com o paciente.

    Os profissionais mais sagazes terminam por burlar fundir algumas redes de fluxos de algoritmos distintos porque não conseguem atender a orientações diferentes para uma mesma situação. Os instrumentos formais indicam um caminho e os planos definem outro para a mesma situação, salvaguardando interesses financeiros particulares nesse momento. Essas são as vias alternativas que surgem em função das dificuldades geradas por esses fluxos, tentando imprimir-lhe um dinamismo e flexibilidade que não acompanha a velocidade com que os pacientes apresentam suas demandas.

    Outro detalhe vislumbrado na confecção desses algoritmos é como fazem uma fusão das distintas condutas tomadas na medicina baseada em evidências e na medicina de abordagem sindrômica para tratamento dos problemas de saúde. Essas fusões acontecem porque os algoritmos são por vezes criados sob a leda perspectiva de serem completos e amplos em sua abordagem, para assim tornarem-se o instrumento de eleição do profissional na condução clínica e diagnóstica de seus casos.

    Entretanto, não há como instrumentos fechados incorporarem em seu fluxograma todas as perspectivas que envolvem os processos de saúde e doença das pessoas. São levadas em consideração na sua formatação apenas conveniências técnicas baseadas em achados científicos que se apresentam com mais freqüência nos casos. Porém, há que salientar a particularidade dos casos, especialmente quando se trata de demandas de saúde e instituição de tratamento para patologias identificadas. Revela-se então a insuficiência desses instrumentos quando o profissional de saúde precisa ir além de um fluxograma, quando existem demandas sociais que não são contempladas no instrumento ou ainda quando sua sintomatologia é vaga e distinta da maioria dos casos estudados

    O fato é que os algoritmos quando são utilizados como ferramentas práticas para execução de atividades como definir uma conduta a ser adota ou estabelecer um diagnóstico clínico, são instrumentos poderosos e que podem salvar vidas. Porém, quando são utilizados para organizar sistemas podem incorrer no risco de burocratizar os fluxos e os tornar lentos.

    Quanto à utilização como dos mesmos como ferramentas de estudo… creio que nada ainda nos dias atuais substitui um bom livro como fonte de conhecimento e aprendizagem. Esses sim, associados a bons diálogos e discussões poderão fazer surgir mais cabeças pensantes, estimula o raciocínio crítico e não tornarão as pessoas em formação meros seguidores de fluxos estabelecidos.

   

Recent Posts

Recent Comments

Social Widgets powered by AB-WebLog.com.