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  • São grandes as repercussões em relação aos programas de planejamento familiar. As pessoas desconhecem as reais perspectivas educacionais e preventivas que estão em jogo nesse programa. Porém, todos apenas o compreendem como o programa que existe para evitar filhos. Sem contar que a classe masculina também não entende a importância de participarem desse processo junto com as suas parceiras, esposas, mulheres, ou seja lá como “classificam” nos dias de hoje.

    Mas, vejam a cena: unidade de saúde, um distrito de um grande município, população carente, atendida por esse serviço que atuava na modalidade do Saúde da Família.

    Uma mulher, jovem, 21 anos, evangélica (daquelas bem fervorosas, sabe?), mulher na flor da idade e com toda disposição do mundo. Estava nos preparativos para o seu vindouro casamento, resolveu então procurar o serviço para uma consulta de planejamento familiar.

    Um detalhe a deixava perturbada. Era virgem, imaculada. Nunca havia sido “bulida”. Sua cabeça fervia com a possibilidade de fatalmente engravidar na sua primeira vez, na sua tão esperada lua de mel. Uma criança passaria a fazer parte dos seus planos, mas esse não era o exato momento. Era jovem, havia coisas a experimentar, situações novas a vivenciar. Era preciso ter cautela.

    Procurava estabilidade, queria aguardar mais tempo. Estar mais preparada, com melhores condições para ter e criar sua criança. Se é que essas condições realmente um dia chegam!

    Foi atendida pela enfermeira da unidade. Prontamente contou a sua história. Deixou claro a sua condição de donzela. Mulher moça “inocente” e angustiada. Informava que precisava urgentemente aderir a algum método contraceptivo, pois o grande dia aproximava-se e queria estar segura de si.

    A enfermeira bastante atenta aos detalhes, inicia então o seu processo de anamnese. Queria saber mais daquela usuária para junto com ela discutir e optar qual método seria o de melhor adaptação e eficácia para aquele caso.

    Diálogo aberto, surge então a pérola:

    • ENFERMEIRA: Você tem algum parceiro?
    • USUÁRIA: Não, como eu disse, sou virgem, nunca fiz essas coisas não. Sou da igreja.
    • ENFERMEIRA: Hum… Ok. Mas, você já teve algum contato sexual, mesmo sendo virgem?
    • USUÁRIA: Veja só … (cara de dúvida) Eu só faço a dieta da proteína, será que tem algum problema?
    • ENFERMEIRA: (espanto, dúvida) como?
    • USUÁRIA: Dieta da proteína, não conhece?
    • ENFERMEIRA: (ainda com cara de espanto) …
    • USUÁRIA: É assim… eu e meu noivo, a gente…. a gente…. bem, meu noivo fica excitado, daí… eu usava a boca sabe…
    • ENFERMEIRA: …. (sem palavras nesse momento!)
    • USUÁRIA: Mas eu nunca fiz sexo não, nunca deixei ele colocar. E quando saia “o líquido”, eu engolia tudinho.
    • ENFERMEIRA: (ainda um tanto quanto perplexa…)
    • USUÁRIA: Bem que ele queira, mas num posso fazer isso não enfermeira. Sexo só depois de casar. Sou da igreja, e você sabe né, tenho que casar virgem!

    _____________

    1. Ahhh… o caso é verdadeiro viu, como todos os outros!
    2. Vivendo e aprendendo sempre!
    3. Alguém vai na dieta da proteína aí?
    4. E para quem ficou curioso, ela optou pela pílula. Levou algumas camisinhas para casa enquanto aguardaria o início do ciclo
    5. Tem alguém virgem por ai? Já fez essa dieta?
    6. Para os desavisados: sexo oral não engravida hein.

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