Category Archives: Epidemiologia

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Chikungunya : a nova febre do momento

Fonte: http://vivabemaki.com.br/febre-chikungunya/ Na Bahia, já é Carnaval, mas a febre do momento não é uma música, ou nem dança, nem mesmo grupo de música, estamos falando mesmo da Febre da Chikungunya, que desde meados de 2014, tem afetado o país de forma mais importante, e a Bahia, de forma especial. Visto que no ano passado, dos 2.847 casos confirmados de Chikungunya ,94 foram importados(pessoas que viajaram para países com transmissão da doença como Haiti, República Dominicana, Venezuela e Ilhas do Caribe) ,o estado da Bahia ocupou…

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HANSENÍASE TEM CURA

No último domingo do mês de janeiro, dia 25, comemorou-se o “Dia Mundial de Combate à Hanseníase”, instituído pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Além do objetivo de reafirmar o compromisso de luta contra a doença nos países endêmicos e orientar a população sobre a doença, acho importante trazer à tona esse tema (independente da data da comemoração) por ainda ser considerado um problema de saúde coletiva no país.

A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, cujo principal agente etiológico é o  Mycobacterium leprae. Esse bacilo tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos, no en­tanto poucos adoecem. A doença atinge pele e nervos periféricos podendo levar a sérias incapacidades físicas. É transmitida principalmente pelas vias respiratórias superiores de pacientes multibacilares não tratados. Apresenta-se no corpo principalmente por manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo, área de pele seca, com falta de suor e com perda ou ausência de sensibilidade no local, dentre outros sinais e sintomas.

É conhecida desde os tempos bíblicos como lepra. A hanseníase tem tratamento e cura. Desde a década de 1940 iniciaram-se drogas para seu controle e a partir da década de 1950 a terapêutica é realizada em nível ambulatorial. O tratamento é gratuito, feito somente nos serviços autorizados pelo Sistema Único de Saúde – SUS. A depender da forma da doença, o tratamento medicamentoso varia de seis meses a um ano.

Mesmo tendo cura e percebendo a tendência da detecção de casos novos de hanseníase decrescente no país, notamos ainda uma alta detecção nos estados das regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste, quando comparados aos estados das regiões Sul e Sudeste.

Sem título

                 FONTE:  SINAN/SVS-MS

Ao avaliar a série histórica dos casos de Hanseníase 2001-2012 na Bahia, considerando os parâmetros inseridos na Programação de Ações Prioritárias de Vigilância em Saúde – PAVS, percebi alguns dados e indicadores importantes para análise da situação da hanseníase no nosso estado (veja no quadro 1).

QUADRO 1. INDICADORES EPIDEMIOLÓGICOS E OPERACIONAIS DE HANSENÍASE, BAHIA, 2001 A 2012
QUADRO 1
FONTE:  SINAN/SVS-MS

É necessário saber que a redução de casos em menores de 15 anos é prioridade do Programa Nacional de Controle da Hanseníase, sendo o indicador da hanseníase no PAC – Mais Saúde. A detecção de casos nessa faixa etária tem relação com doença recente e focos de transmissão ativos e seu acompanhamento epidemiológico é relevante para o controle da hanseníase (Brasil, 2008).

O coeficiente de detecção em < 15 anos na Bahia nos anos de 2001 a 2012 variou de 4,71 a 8,06 no período, considerado “muito alto”.  O coeficiente de detecção na população geral variou de 17,04 (2001) a 29,32 (2004) considerado “muito alto” e em 2012 o coeficiente encontra-se em 17,94, valor considerado “alto”.  O percentual de avaliados quanto ao grau de incapacidade física (GIF) no diagnóstico foi 87,3% para o período, considerado “regular”. O GIF 2, importante indicador de detecção precoce, oscilou entre 3,1% e 8,5%, apresentando classificação de “baixa” para “média” no período, segundo parâmetros.

A proporção de contatos examinados oscila entre 69,7% em 2001 e 31,8% em 2006, mantendo-se atualmente com classificação “regular”. O percentual de cura nas coortes variou entre 60,% em 2003 e 82,9% em 2012, também classificada como “regular”. Vale salientar que o resultado desse indicador é fortemente influenciado por fatores relacionados à atualização do acompanhamento do paciente no SINAN.

PARÂMETROS PAVS

PARÂMETROS

Viram que os dados de nosso Estado não estão nada satisfatórios? Percebem o quanto avançamos desde a Antiguidade (nas citações da Bíblia ainda não tínhamos a cura, salvo a intervenção de milagres), e o quanto ainda precisamos progredir no controle e erradicação de uma doença que tem prevenção, tratamento e cura?

Lembro-me de um dado período quando trabalhava em uma Equipe de Saúde da Família ao analisarmos  os indicadores, observamos que a área era endêmica naquele município. Na tentativa de minimizar o problema e descentralizar o serviço de Hanseníase no município, iniciamos junto com o Centro de Referência o treinamento da equipe e sensibilização sobre o tema nas escolas e nas reuniões na comunidade (Associações, Conselho Local). Após esse ciclo, agendamos um “Dia D” com a presença de todos os profissionais da equipe da ESF, médicos dermatologistas da cidade, a equipe do Centro de Referência e a equipe do laboratório para coleta de linfa. Realizamos consultas médica e de enfermagem para detecção de casos novos e avaliação dos contatos de casos já em tratamento. Saímos daquele dia com 10 casos novos diagnosticados, sendo que 2 casos eram  contatos de casos já em tratamento e os dois tinham menos de 15 anos.

Entendo o fato de se escolher um dia para lembrar a hanseníase como uma forma de mobilizar o compromisso político e social para aumentar a atenção na área de prevenção, educação e controle da doença, tanto negligenciada no nosso cotidiano.

Como anda a situação da hanseníase no seu município, no seu local de trabalho? Seu olhar é atento? Você tem experiências exitosas para nos contar?

 

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Será tuberculose? #STB

Estamos perdendo a batalha contra a tuberculose. Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil ocorrem 4.600 mortes em decorrência da doença a cada ano. Infelizmente, o desinteresse de alguns profissionais de saúde contribui para isso. Você faz a sua parte? Suspeita de tuberculose quando encontra pessoas apresentando sinais e sintomas sugestivos ou acha que qualquer xarope resolve? Na sua rotina, entende que a tuberculose ainda é um grande problema de saúde pública? Sabe que estamos todos expostos? A gestante que está fazendo o Pré Natal, o…

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Cuide-se.

“O número de mortes provocadas pela dengue no país aumentou 89,7% neste ano (no período entre janeiro e 16 de outubro) em relação a todo o ano passado, segundo dados divulgados nesta quinta (11) pelo Ministério da Saúde.” http://migre.me/29z28 Notícias como esta nos preocupam e despertam dúvidas quanto às estratégias adotadas no combate a esta doença que atinge milhares de pessoas a cada ano. Sabemos que este é um problema complexo, multicausal, que envolve desde o tempo até as condições de saneamento básico da população.…

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Brasil, combate ao câncer de mama e incremento de novas tecnologias: tudo fácil e possível?

Comentários sobre o Projeto de Lei 158 de 2009 que prevê a inserção da pesquisa de biomarcadores como técnica para o dianóstico precoce do câncer de mama

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