Category Archives: saúde coletiva

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Portaria 958 não terá aplicação imediata, afirma Ministro

Em aviso ao presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, no último dia 24 de maio, o Ministro da Saúde em exercício, Antônio Nardi, assegura que as Portarias 958 e 959, de 10 de maio de 2016, não terão aplicação imediata. Leia aqui o aviso na íntegra. Imagem: morguefile.com Atualização: 09 de junho de 2016: Ministério da Saúde torna insubsistentes as Portarias 958 e 959 de 2016 – Portaria 1.132, de 09 de junho de 2016.

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Créditos: morguefile.com

Portaria 958 de 2016: Saúde da Família sem ACS

Publicada no último dia 11 de maio, a Portaria Ministerial 958 alterou o anexo da Portaria 2.488 de 2011, a Política Nacional da Atenção Básica, e ampliou as possibilidades de composição das Equipes de Atenção Básica. Com esta alteração, as novas Equipes de Saúde da Família não terão necessariamente a presença de Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Esses profissionais, que faziam parte da chamada equipe mínima (ao lado da enfermeira, do médico e do técnico/auxiliar de Enfermagem), agora surgem como uma mera possibilidade. Vejam como…

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ACS: O fim da profissão?

No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, em fevereiro de 2016 havia 266.269 ACS implantados, ou seja, devidamente registrados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), atuando em equipes completas e cadastradas pelas Secretarias Municipais da Saúde. Este cadastro é necessário para que os Fundos Municipais de Saúde possam receber do Ministério um incentivo financeiro destinado aos investimentos e gastos referentes às ações executadas pelos Agentes Comunitários de Saúde. Assim como outros incentivos federais, o valor não cobre toda a necessidade: A manutenção das…

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Chikungunya : a nova febre do momento

Fonte: http://vivabemaki.com.br/febre-chikungunya/ Na Bahia, já é Carnaval, mas a febre do momento não é uma música, ou nem dança, nem mesmo grupo de música, estamos falando mesmo da Febre da Chikungunya, que desde meados de 2014, tem afetado o país de forma mais importante, e a Bahia, de forma especial. Visto que no ano passado, dos 2.847 casos confirmados de Chikungunya ,94 foram importados(pessoas que viajaram para países com transmissão da doença como Haiti, República Dominicana, Venezuela e Ilhas do Caribe) ,o estado da Bahia ocupou…

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HANSENÍASE TEM CURA

No último domingo do mês de janeiro, dia 25, comemorou-se o “Dia Mundial de Combate à Hanseníase”, instituído pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Além do objetivo de reafirmar o compromisso de luta contra a doença nos países endêmicos e orientar a população sobre a doença, acho importante trazer à tona esse tema (independente da data da comemoração) por ainda ser considerado um problema de saúde coletiva no país.

A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, cujo principal agente etiológico é o  Mycobacterium leprae. Esse bacilo tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos, no en­tanto poucos adoecem. A doença atinge pele e nervos periféricos podendo levar a sérias incapacidades físicas. É transmitida principalmente pelas vias respiratórias superiores de pacientes multibacilares não tratados. Apresenta-se no corpo principalmente por manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo, área de pele seca, com falta de suor e com perda ou ausência de sensibilidade no local, dentre outros sinais e sintomas.

É conhecida desde os tempos bíblicos como lepra. A hanseníase tem tratamento e cura. Desde a década de 1940 iniciaram-se drogas para seu controle e a partir da década de 1950 a terapêutica é realizada em nível ambulatorial. O tratamento é gratuito, feito somente nos serviços autorizados pelo Sistema Único de Saúde – SUS. A depender da forma da doença, o tratamento medicamentoso varia de seis meses a um ano.

Mesmo tendo cura e percebendo a tendência da detecção de casos novos de hanseníase decrescente no país, notamos ainda uma alta detecção nos estados das regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste, quando comparados aos estados das regiões Sul e Sudeste.

Sem título

                 FONTE:  SINAN/SVS-MS

Ao avaliar a série histórica dos casos de Hanseníase 2001-2012 na Bahia, considerando os parâmetros inseridos na Programação de Ações Prioritárias de Vigilância em Saúde – PAVS, percebi alguns dados e indicadores importantes para análise da situação da hanseníase no nosso estado (veja no quadro 1).

QUADRO 1. INDICADORES EPIDEMIOLÓGICOS E OPERACIONAIS DE HANSENÍASE, BAHIA, 2001 A 2012
QUADRO 1
FONTE:  SINAN/SVS-MS

É necessário saber que a redução de casos em menores de 15 anos é prioridade do Programa Nacional de Controle da Hanseníase, sendo o indicador da hanseníase no PAC – Mais Saúde. A detecção de casos nessa faixa etária tem relação com doença recente e focos de transmissão ativos e seu acompanhamento epidemiológico é relevante para o controle da hanseníase (Brasil, 2008).

O coeficiente de detecção em < 15 anos na Bahia nos anos de 2001 a 2012 variou de 4,71 a 8,06 no período, considerado “muito alto”.  O coeficiente de detecção na população geral variou de 17,04 (2001) a 29,32 (2004) considerado “muito alto” e em 2012 o coeficiente encontra-se em 17,94, valor considerado “alto”.  O percentual de avaliados quanto ao grau de incapacidade física (GIF) no diagnóstico foi 87,3% para o período, considerado “regular”. O GIF 2, importante indicador de detecção precoce, oscilou entre 3,1% e 8,5%, apresentando classificação de “baixa” para “média” no período, segundo parâmetros.

A proporção de contatos examinados oscila entre 69,7% em 2001 e 31,8% em 2006, mantendo-se atualmente com classificação “regular”. O percentual de cura nas coortes variou entre 60,% em 2003 e 82,9% em 2012, também classificada como “regular”. Vale salientar que o resultado desse indicador é fortemente influenciado por fatores relacionados à atualização do acompanhamento do paciente no SINAN.

PARÂMETROS PAVS

PARÂMETROS

Viram que os dados de nosso Estado não estão nada satisfatórios? Percebem o quanto avançamos desde a Antiguidade (nas citações da Bíblia ainda não tínhamos a cura, salvo a intervenção de milagres), e o quanto ainda precisamos progredir no controle e erradicação de uma doença que tem prevenção, tratamento e cura?

Lembro-me de um dado período quando trabalhava em uma Equipe de Saúde da Família ao analisarmos  os indicadores, observamos que a área era endêmica naquele município. Na tentativa de minimizar o problema e descentralizar o serviço de Hanseníase no município, iniciamos junto com o Centro de Referência o treinamento da equipe e sensibilização sobre o tema nas escolas e nas reuniões na comunidade (Associações, Conselho Local). Após esse ciclo, agendamos um “Dia D” com a presença de todos os profissionais da equipe da ESF, médicos dermatologistas da cidade, a equipe do Centro de Referência e a equipe do laboratório para coleta de linfa. Realizamos consultas médica e de enfermagem para detecção de casos novos e avaliação dos contatos de casos já em tratamento. Saímos daquele dia com 10 casos novos diagnosticados, sendo que 2 casos eram  contatos de casos já em tratamento e os dois tinham menos de 15 anos.

Entendo o fato de se escolher um dia para lembrar a hanseníase como uma forma de mobilizar o compromisso político e social para aumentar a atenção na área de prevenção, educação e controle da doença, tanto negligenciada no nosso cotidiano.

Como anda a situação da hanseníase no seu município, no seu local de trabalho? Seu olhar é atento? Você tem experiências exitosas para nos contar?

 

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A festa do Controle Social

Mais uma festa do Sistema Único de Saúde se aproxima. Estou me referindo à 14ª Conferência Nacional de Saúde, a ser realizada de 30 de novembro a 04 de dezembro de 2011, em Brasília. O Sistema Único de Saúde é uma conquista da sociedade brasileira. Ele é fruto da luta por um sistema de saúde que atenda a toda a população, sem nenhum tipo de discriminação. Hoje, o SUS é a maior política de inclusão social existente no País. Esta citação do Conselho Nacional de…

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Ser Secretário de Saúde de um município: e agora?

Essa vou escrever em consideração a um amigo que recebeu uma proposta tentadora: ser Secretário de Saúde de um município. Que situação desafiadora hein! Logo quando soube, passou um filme na minha cabeça fruto de vivências anteriores e fiquei a pensar se era essa realmente uma boa proposta. Vejam, ser Secretario de Saúde de um município, antes de mais nada, faz bem ao ego. E não me venham com essa de “poço de humildade” e dizer que não é bem assim. Um convite para assumir…

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Brasil, combate ao câncer de mama e incremento de novas tecnologias: tudo fácil e possível?

Comentários sobre o Projeto de Lei 158 de 2009 que prevê a inserção da pesquisa de biomarcadores como técnica para o dianóstico precoce do câncer de mama

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Pesquisa: O cigarro no Brasil

Há alguns meses foi divulgado o relatório de pesquisa realizada sobre o cigarro no Brasil, promovida e executada pelo IBGE, Ministério da Saúde e INCA – Instituto Nacional do Câncer. Números bastante interessantes foram divulgados e apontam para transformações no cenário nacional quanto ao uso do tabaco. A mais importante delas, na minha ótica, é o número ex-fumantes já ser superior ao de fumantes.  Seria esse um indicativo de que o “careta” está ficando careta? É cada vez menor o número de pessoas que se…

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Educação Permanente e Educação Continuada não é a mesma coisa!

Vamos estabelecer essa afirmativa do título como condição fundamental para que possamos prosseguir na discussão.  Não é a mesma coisa! Muitas pessoas teimam em realizar e classificar as atividades educativas equivocadamente, até como sinônimos.  Uns chamam de continuada, outros de permanente, outros até inventam novas modalidades de classificação das atividades, mas, na prática, poucos utilizam a terminologia correta, e o mais importante, poucos atendem realmente ao que a perspectiva educacional de cada situação preconiza. Isso acontece muito no ambiente dos serviços públicos de saúde e…

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O caso brasileiro do H1N1 e o sensacionalismo dos meios de comunicação

Queria escrever esse post há algum tempo, mas só agora conseguir achar números que embasam a minha perspectiva de que os meios de comunicação estão tratando a epidemia do H1N1 de uma forma não verdadeira e sensacionalista. Fiquei intrigado quando vi na TV, jornais afirmarem que o Brasil era o país com o maior número de óbitos por consequência da Gripe A. No momento, perplexo, não entendi a situação pois o Brasil não havia sido um dos países em que a epidemia havia alastrado-se ferozmente,…

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