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Chikungunya : a nova febre do momento

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Fonte: http://vivabemaki.com.br/febre-chikungunya/

Na Bahia, já é Carnaval, mas a febre do momento não é uma música, ou nem dança, nem mesmo grupo de música, estamos falando mesmo da Febre da Chikungunya, que desde meados de 2014, tem afetado o país de forma mais importante, e a Bahia, de forma especial. Visto que no ano passado, dos 2.847 casos confirmados de Chikungunya ,94 foram importados(pessoas que viajaram para países com transmissão da doença como Haiti, República Dominicana, Venezuela e Ilhas do Caribe) ,o estado da Bahia ocupou o segundo lugar,registrando 1.195 casos,996 destes no município de Feira de Santana, conforme dados do Ministério da Saúde.(BRASIL,2014)

De acordo com a Organização Mundial da Saúde(OMS), desde 2004, o vírus havia sido identificado em 19 países. Porém, a partir do final de 2013, foi registrada transmissão autóctone (dentro do mesmo território) em vários países do Caribe . Em março de 2014, na República Dominicana e Haiti, sendo que, até então, só África e Ásia tinham circulação do vírus.

O nome Chikungunya deriva do Makonde, língua falada por um grupo que vive no sudoeste da Tanzânia e norte de Moçambique ( África) ,significa aquele que se dobra , em referência a aparência encurvada de pessoas de pessoas que sofrem com a artralgia característica  .É uma doença causada por vírus do gênero Alphavirus,transmitida por mosquitos do gênero Aedes, sendo o Aedes Aegypti (transmissor da dengue) e o Aedes Albopictus os principais vetores. A letalidade da Chikungunya,segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas),é rara, sendo menos frequente que nos casos de Dengue.

Os sintomas da doença são clinicamente semelhante ao da Dengue:febre alta de início súbito, dor muscular e nas articulações, cefaleia, fadiga e exantema (erupção avermelhada na pele) e costumam durar de três a 10 dias.  Embora não seja de alta letalidade, tem elevada taxa de morbidade associada à artralgia              ( dor articular) persistente ,que pode levar à incapacidade, consequentemente, à redução da produtividade e qualidade de vida.

O tratamento é feito com base nos sintomas apresentados pelo paciente, sendo importante seguir recomendações como repouso,hidratação,medicação analgésica prescrita pelo médico e devido acompanhamento, e se necessário, a hospitalização para casos de maior gravidade .

Numa tentativa de chamar à atenção de todos, profissionais de saúde, população e gestores, o Ministério da Saúde ,no dia 07 de fevereiro, comemorou Dia Nacional de Mobilização  contra o mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da Dengue e da Febre da Chikungunya , convocando a população para verificar possíveis criadouros do mosquito. Alertando ainda que o indivíduo pode adquirir concomitante Chikungunya e Dengue. E que o número de casos notificados de Dengue no país aumentou  57,2%, 40.916 em janeiro de  2014 contra 26.017 no  mesmo período do início deste ano , apesar da redução dos casos de óbitos pela doença, de 83,7% ( de 37, em 2014 ,para  seis mortes, em 2015).

E como evitar a Chikungunya?  Para evitar a transmissão do vírus, é fundamental que as pessoas reforcem as ações para a eliminação dos criadouros dos mosquitos. As medidas são as mesmas para o controle da DENGUE, ou seja, verificar se a caixa d’ água está bem fechada; não acumular vasilhames no quintal; verificar se as calhas não estão entupidas; e colocar areia nos pratos dos vasos de planta, entre outras iniciativas deste tipo.

Na verdade, é necessário e importante compreendermos que é um problema de todos, que exige atitude por parte dos gestores, profissionais e população em geral, para que nesta festa apenas quem dance seja o mosquito!

E você tem estado atento para evitar o criadouro na sua residência, trabalho e comunidade? Tem feito o que para ajudar neste combate?

 

2 thoughts on “Chikungunya : a nova febre do momento”

  1. Muito necessária essa discussão, Keila. Se ainda não demos conta da dengue, o que faremos com esse novo desafio? Acho interessante que, embora a letalidade seja menor, parece que a Chikungunya chamou mais atenção que a dengue. Será apenas por causa do modismo o o pessoal realmente vai despertar para o combate ao vetor?
    Antes disso, será que as equipes e os gestores da saúde já estão fazendo tudo o que devem no enfrentamento das doenças, ou vão transferir a responsabilidade inteiramente para a população, como se tudo estivesse 100% naquilo que lhes cabe?
    O tempo dirá.

  2. Oi Keila! Muito pertinente seus questionamentos, pois com o passar do tempo a mídia, os gestores e até a população acabam não valorizando as ações de prevenção, culpando apenas o vetor e o agente etiológico pelo aumento do n´mero de casos. Importante também relembrar a sintomatologia e cuidados para evitar criadouros.
    Um grande abraço.
    Olívia

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