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	<title>PENSO</title>
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	<description>Discutindo saúde</description>
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		<title>“Por que todo mundo quer ser enfermeiro?”</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 13:21:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandro Gesner</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[facebook]]></category>
		<category><![CDATA[formação de recursos humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[Num grupo do facebook aberto pelo Enfermeiro Carlos Eduardo, deparei-me com esta interrogação indignada. O impulso de responder imediatamente foi interrompido por outros afazeres, o que me possibilitou analisar a coisa de forma mais aprofundada. Por isso, ao invés de afirmar uma série de coisas como faria, inicialmente coloco uma outra pergunta: E quer? Penso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right"><a href="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2012/01/quanto-ganha-um-enfermeiro.jpg"><img class="wp-image-617 alignright" style="margin-left: 1px;margin-right: 1px" src="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2012/01/quanto-ganha-um-enfermeiro.jpg" alt="" width="227" height="149" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Num <a href="https://www.facebook.com/groups/149968605111700/">grupo do facebook</a> aberto pelo Enfermeiro Carlos Eduardo, deparei-me com esta interrogação indignada. O impulso de responder imediatamente foi interrompido por outros afazeres, o que me possibilitou analisar a coisa de forma mais aprofundada. Por isso, ao invés de afirmar uma série de coisas como faria, inicialmente coloco uma outra pergunta:</p>
<p style="text-align: justify">E quer?</p>
<p style="text-align: justify">Penso que QUERER é algo muito forte. Para se querer alguma coisa de verdade, é preciso conhecê-la, avaliar os pontos positivos e negativos e concluir: Eu quero! Do contrário, não é “querer”, é uma mera vontade. Vontade fraca, que dá e passa. Por isso que não acredito que muitos queiram ser enfermeiros, apenas têm vontade.</p>
<p style="text-align: justify">Primeiro, porque nós, enfermeiros, pecamos muito quando o assunto é marketing profissional. Não sabemos fazer propaganda da profissão. Quando enfermeiras ou enfermeiros falam da Enfermagem, são bipolares: ou a fantasiam como algo divino, quase mágico, que sabem não existir (mas acham bonitinho falar), ou pintam como a pior desgraça dos universos, o inferno de Satanás elevado à vigésima potência, algo tão ruim que o ouvinte se pergunta: “E como consegue ainda estar na Enfermagem?”. É muito raro ouvir/ler algo que realmente pondere a situação da profissão de forma objetiva e inteligível. Sem saber exatamente o que faz um enfermeiro, fica difícil querer ser um.</p>
<p style="text-align: justify">Além disso, há o segundo problema: sem acompanhar o cotidiano de um enfermeiro para descobrir por si mesmo como é o trabalho dele, o aspirante apenas idealiza, com o mínimo de razão, o que seria um enfermeiro, de forma superficial e estereotipada: é o “chefe” da equipe de enfermagem, que manda nos auxiliares e técnicos, veste branco, vive de pose, só escreve e manda fazer, cansa-se pouco porque não “pega no pesado” e, principalmente, ganha rios de dinheiro. O que me surpreende dentro deste folclore todo? Sobressaem-se nos discursos o “só faz mandar” e o “ganha bem”.</p>
<p style="text-align: justify">Quando eu associo esses dois pontos, afirmo com toda convicção que não é possível querer ser enfermeiro pensando nisso. Em verdade, essa pessoa quer FACILIDADES e acha que ser enfermeiro atende a este critério. Por isso, não quer ser enfermeiro: apenas tem vontade de ser enfermeiro porque acredita que isso é sinônimo de facilidade.</p>
<p style="text-align: justify">Aviso aos navegantes: ser enfermeiro não é nada fácil. Fácil é fazer um curso de enfermagem em uma faculdade qualquer que entrega um diploma a muitos que sequer passaram por uma vivência prática nos estágios. Esses que, com um diploma na mão, não conseguem aprovação nas seleções existentes e ficam por aí, desempregados, pedindo a um ou outro político uma oportunidade para trabalhar. Fácil é ter um diploma de enfermeiro, diante da péssima qualidade de muitas escolas de enfermagem existentes, da morosidade do MEC em fechar os cursos ruins e da facilidade do mesmo Ministério em autorizar a abertura de novos cursos.</p>
<p style="text-align: justify">Difícil é coordenar uma equipe multiprofissional com competência (mediando os conflitos interpessoais que surgem o tempo todo), saber tratar um paciente com dignidade e respeito até nos últimos segundos de sua vida e manter a provisão de insumos e equipamentos de uma unidade de saúde ou clínica, simultaneamente.</p>
<p style="text-align: justify">Difícil é respirar fundo e se despir de todos os preconceitos pessoais para atender a prostituta, o travesti, o bandido sem transferir a eles qualquer sentimento que não seja necessário para o exercício do “cuidar de uma vida”.</p>
<p style="text-align: justify">Difícil é ter que interromper o plantão para tomar banho por estar encharcado de sangue, fezes ou vômito após um procedimento eletivo ou atendimento de emergência. Difícil é ter que gerenciar o espaço para dez pacientes numa clínica com cinco leitos, fazendo malabarismos e comprando briga para manter o funcionamento do setor minimamente sustentável, e ainda escutar as reclamações dos familiares como se a governabilidade sobre a macropolítica do sistema de saúde fosse exclusivamente sua.</p>
<p style="text-align: justify">Difícil é sair da redoma dos consultórios e enfrentar a vida das pessoas como ela é, visitando seus lares (ou meras moradias), descobrindo que não está pisando em lama, mas em fezes porque naquela periferia não há esgotamento sanitário. É se envolver com problemáticas sociais que estão muito além do processo “doença-tratamento/cura”, mas que condicionam de maneira ímpar o processo “qualidade de vida”.</p>
<p style="text-align: justify">Difícil é remar contra a maré num sistema que historicamente valorizou apenas uma categoria da equipe multiprofissional e que tenta, de todas as formas, manter esse desenho mesmo diante do colapso flagrante que se vê após a mercantilização daquela categoria.</p>
<p style="text-align: justify">Difícil é ter que conjugar cargas horárias de serviços pesadíssimas para dar conta dos compromissos financeiros, dos livros e dos cursos de pós graduação que se tornaram indispensáveis, e lembrar que todo o trabalho feito deveria ser melhor remunerado.</p>
<p style="text-align: justify">Ser Enfermeiro é ser capaz de enfrentar todas essas dificuldades (e outras que não pude abordar por falta de espaço) e de se manter no grupo. Não por sermos masoquistas, mas por sermos viciados em desafios, por entendermos que o cuidado humano é indispensável e por acreditarmos que as engrenagens movidas por nós de forma quase invisível mantêm muito daquilo que chamamos sistema de saúde, seja público ou particular.</p>
<p style="text-align: justify">Somos Enfermeiros porque conseguimos vislumbrar que a busca pela melhoria da qualidade de vida de nossas comunidades é algo superior, que suplanta as dificuldades do nosso cotidiano.</p>
<p style="text-align: justify">Enfermeiros formam uma corrente semelhante à energia elétrica: estamos presentes nas vidas de todos, mas apenas os frutos do nosso trabalho são visíveis. Na maioria das vezes, apenas a nossa ausência é percebida.</p>
<p style="text-align: justify">Portanto, se você gosta de pose e quer confetes, afaste-se da Enfermagem. O Brasil não precisa de mais enfermeiros. Precisa apenas de enfermeiros com competência técnica, responsabilidade ética e compromisso social. A Enfermagem Brasileira precisa de pessoas que queiram enfrentamentos, desafios, que não se acomodem e que não desistam diante de sucessivas negativas.</p>
<p style="text-align: justify">Por isso, precisamos de pessoas honestas, que trabalhem com vontade, que gostem de pessoas, de ciência e de qualidade. Querer vestir branco não é o suficiente.</p>
<p style="text-align: justify">Caro Carlos Eduardo, muito obrigado por ter provocado a elaboração destas linhas. Ficaria feliz se as pessoas realmente quisessem fazer Enfermagem porque isso significaria um salto qualitativo muito grande em nossa sociedade. Mas, infelizmente, isso não é verdade.</p>
<p style="text-align: right"><em>Alexandro Gesner</em></p>
<p style="text-align: right">
<p style="text-align: right">
<p style="text-align: right"><strong><em>&#8220;Vamos ao trabalho!</em></strong><br />
<strong><em>E só há uma maneira de fazê-lo</em></strong><br />
<strong><em>Direito, bem feito,</em></strong><br />
<strong><em>Senão é melhor nem começar.&#8221;</em></strong></p>
<p style="text-align: right">Titãs</p>
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		<title>Você lembra em quem votou nas últimas eleições?</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 21:11:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandro Gesner</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[gestão da saúde]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Aqui está a produção do meu amigo Tchê, que deverá escrever mais por aqui. Apreciem e debatam à vontade: o gaúcho é bom de briga. Abração, galo cinza! rs Você lembra em quem votou nas últimas eleições? Primeiramente gostaria de registrar minha alegria em  contribuir para a página do site PENSO, saudando os amigos que foram ousados e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui está a produção do meu amigo Tchê, que deverá escrever mais por aqui.</p>
<p>Apreciem e debatam à vontade: o gaúcho é bom de briga. Abração, galo cinza! rs</p>
<p><a href="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Eleições-2010-51.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-572" src="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Eleições-2010-51.jpg" alt="" width="425" height="298" /></a></p>
<blockquote><p><strong>Você lembra em quem votou nas últimas eleições?</strong></p>
<p style="text-align: justify">Primeiramente gostaria de registrar minha alegria em  contribuir para a página do site <em>PENSO, </em>saudando os amigos que foram ousados e audaciosos em criar um site com esse perfil, o qual nos convida de uma maneira séria e ao mesmo tempo despojada, a nos aproximar com suas cabeças pensantes através de um olhar crítico, valorizando a pluralidade da atuação profissional.</p>
<p style="text-align: justify">Mas o que quero compartilhar com os nobres leitores é o convite a uma reflexão, permeando ares políticos de um futuro que se aproxima. Queiram aceitar ou não, entramos na reta inicial da política 2012. Basta observar a sua volta, se é que ainda não notaram, que os bastidores políticos clamam por alianças, as quais começam a ser moldadas pelos futuros homens públicos que ocuparão os poderes do executivo e legislativo em nossos municípios e no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify">Muitos, nesse momento, podem achar precoce meu chamarisco, mas nossa análise prévia pode ser determinante para não choramingarmos amanhã. E assim como eles, “os políticos”, devemos desde cedo observar os nossos possíveis candidatos que, por meio de uma democracia, estarão nos representando em algum lugar deste Brasil.</p>
<p style="text-align: justify">Recentemente, lendo uma reportagem na revista <em>ISTO É</em>, o título de uma matéria destacava: “ISTO PODE!”, referência ao congresso nacional, no qual os deputados absolveram a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), mantendo seu mandato mesmo depois de ser acusada pelo flagrante escancarado obtido em vídeo e áudio (com boa imagem e bom som) recebendo um <em>mensalãozinho. </em>De acordo com a denúncia, o repasse foi em torno de 100 mil reais, feito pelo DEM em troca de apoio político ao ex governador José Roberto Arruda, configurando ganho de dinheiro ilícito além do uso verba de gabinete para o pagamento de aluguel do escritório do marido. O fato que mais me indigna é que mesmo com todas as evidências incontestáveis contra a ré e, com alguns envolvidos no caso já penalizados, a mesma ficou impune.</p>
<p style="text-align: justify">Saibam vocês, que dos 513 votos correspondentes ao número de deputados no legislativo, apenas 166 votaram a favor da punição e perda de mandato da deputada, enquanto que o restante distribuiu-se em 265 votos contrários a sua cassação, tendo ainda 20 abstenções e 62 ausências. Para que fosse cassada, precisava receber no mínimo 257 votos. Usando do corporativismo existente, os deputados que se opuseram em primar pela ética e indo de encontro a vontade popular no desejo de justiça, pensaram que votando “sim” à cassação, abririam um precedente de julgamento a muitos outros deputados que se encontram, me perdoe o termo, “com o rabo preso”. Perante essa situação, vemos que a câmara dos deputados, ao absolvê-la, está andando na contramão da faxina ética executiva realizada pela presidente Dilma.</p>
<p style="text-align: right"><em>“(&#8230;) Demonstração clara de corporativismo e falta de respeito à opinião pública&#8230;” (Revista Isto É; nº2182/set 2011)</em></p>
<p style="text-align: justify">Diante do fato, pergunto: Você lembra em qual deputado votou nas últimas eleições? Tem acompanhado quais projetos ele tem construído frente aos interesses públicos? E, no caso Jaqueline Roriz, será que ele está entre os poucos favoráveis a sua punição ou está do lado dos corporativistas? Ou ainda, será que está entre aqueles que nem sequer comparecem ao plenário, desrespeitando o clamor público?</p>
<p style="text-align: justify">É bom a gente ficar esperto, porque daqui a pouco eles estão pedindo seu voto novamente. Procure acompanhá-los, vez que outra, através do site <a href="http://www.câmara.gov.br">www.camara.gov.br</a> ou pela televisão nos canais TV câmara e senado. Se acha distante ou difícil esse acompanhamento, façamos o seguinte: faça as mesmas perguntas para os vereadores que foram eleitos ou no qual você votou. Porque uma vez ocupando um cargo público, eles têm o dever e o compromisso com a população e não somente com os partidários&#8230; Avalie qual foi sua contribuição para o desenvolvimento em benefício da sociedade. E o prefeito de sua cidade? Tem investido os recursos públicos, ou seja, o que é nosso, de acordo com as necessidades apontadas pela população? Tem prestado contas de forma programática e transparente? Tem feito bom uso dos bens públicos? Portanto, fortalecer a ética e a transparência política em nosso país é exercer a cidadania, ficando atento ao que está em nossa volta.</p>
<p style="text-align: justify">Pra quem teve paciência de chegar ao final da leitura desse texto, abordando um tema político a um ano das eleições para prefeitos e vereadores, pode ter demonstrado um interesse passivo ou ativo, ou até mesmo lembranças de temor com a “<em>tensão pré-eleição”</em>. Mas uma coisa eu digo: gostando ou não de política, temos que saber avaliar, votar e cobrar e, querendo ou não, alguém vai ocupar o assento no gabinete.</p>
<p style="text-align: justify">Finalizo, contando uma história pessoal. Quando tinha meus 16 anos, ouvi uma frase que mudou meu ponto de vista sobre a política. A frase dizia o seguinte:</p>
<p style="text-align: justify">“Pior do que AQUELE que diz não gostar de política é AQUELE que tem que aceitar as orientações que vêm dela”.</p>
<p style="text-align: justify"><em>Ariel de Campos Souza Lial (Tchê); </em><em>Enfermeiro; </em><em>Presidente do Conselho Municipal de Saúde/São José do Jacuípe-BA</em></p>
</blockquote>
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		<title>Por que somos ignorantes?!</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 20:01:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandro Gesner</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[gestão da saúde]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[política nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Meus caros, segue uma das colaborações do mês. Por que somos ignorantes?! 1 Não conheço a história do País. Recentemente cogitaram a hipótese de abrir “a história negra” do país, no período da ditadura para a toda população. Mas os grandes responsáveis, os militares, disseram que iriam abrir as feridas e isso poderia trazer consequências irreparáveis. Mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Meus caros, segue uma das colaborações do mês.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2011/11/duvida.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-556" src="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2011/11/duvida.jpg" alt="" width="209" height="300" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify"><strong>Por que somos ignorantes?!</strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>1 Não conheço a história do País.</strong></p>
<p style="text-align: justify">Recentemente cogitaram a hipótese de abrir “a história negra” do país, no período da ditadura para a toda população. Mas os grandes responsáveis, os militares, disseram que iriam abrir as feridas e isso poderia trazer consequências irreparáveis. Mas as feridas estão abertas há muito tempo, para muitos pais, filhos, irmãos e amigos que não sabem o que aconteceu com seus entes queridos, desaparecidos no período militar e que há muito, clamam por justiça. Os seus clamores não foram ouvidos pelos políticos, pois os mesmos contam “Estória” e fazem questão de esconder a verdadeira História, os bastidores, os choros, os clamores, os espancamentos, assassinatos das nossas raízes e culturas. Não tive coragem e muito menos algum interesse para querer mudar o final dessa triste história. Nada fiz, apenas me calei. Esqueci que: “Pois o povo que não conhece a sua história, não conhece suas raízes e origens”.</p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify"><strong>2 Educação/Saúde</strong></p>
<p style="text-align: justify"> A Constituição de 1988 relata que é dever do Estado promover saúde, educação, segurança, lazer&#8230; Enfim, é responsável por promover a qualidade de vida para todos os constituintes. Sou fiador/financiador para a Constituição, mas para obter uma educação e saúde digna, temos que fazer um complemento. Ou seja, saúde e educação particulares. Recentemente recebi um Projeto de Lei do Senador Cristovam Buarque, que sugeria que todos os agentes públicos deveriam colocar seus filhos em escola pública, inclusive os próprios políticos, assim o dinheiro gasto na devolução do Imposto de Renda com a educação seria destinada para uma educação digna. Bom exemplo de projeto, que infelizmente foi engavetado. Mais uma vez, não protestei. Apenas calei e nada fiz. Em relação à saúde, a Lei Federal 8.080, regulamenta e conceitua o SUS. Já a lei 8.142, regulamenta e cria os Conselhos de Saúde, faz com que a população seja fiscalizadora das contas públicas em relação aos gastos com a saúde e permite que a população tenha o poder do veto ou não. A nossa participação é fundamental. Mas você participa das reuniões do Conselho de Saúde? Não? Deveria.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>3 Comodismo/Fanatismo/Burrice</strong></p>
<p style="text-align: justify">Devemos tirar o seguinte slogan: “Ele rouba, mas ele faz”. Foi-se a época do cabresto, da mesmice, do comodismo. Tira essa ideia do seu coração, acorda, chegou a hora de levantarmos a bandeira da revolução, da verdade. Como podemos aceitar dois pesos, duas medidas? Duas histórias, duas atitudes? Vejamos: Quando sabemos de histórias em que promotores, juízes ou desembargadores venderam sentenças e que foram presos e condenados, reagimos, achamos bem feito para eles. Chegamos à conclusão de como pode um funcionário público ganhar tão bem e necessitar de tais atos? Nossa reação para a condenação é imediata em prol da verdade. Mas quando isso acontece com um político ouvimos as seguintes reações: “Isso é mentira. É intriga da oposição. Estão querendo me difamar. Isso que falam são eles, não eu. Eu sou uma pessoa íntegra, honesta e sincera com meu povo, com os meus eleitores.” Ou pior, quantas inúmeras vezes falamos por simples fanatismo: Outro gestor não fez a mesma coisa ou pior? Por que este não pode fazer o mesmo? “Se eu tivesse no lugar faria o mesmo”. Achamos graça, rimos, ficamos balançados com o episódio. Fazemos o que eles querem. Votamos neles outra vez. Mas como pode? Uns, condenamos; outros, damos o perdão? Outra chance? Para sermos taxados de ignorantes e burros? O pior disso tudo é que concordamos e achamos bonito. O pior de tudo é que dizemos: “Sim, senhor”. Acorda! Fala sério. Levantemos a bandeira da não escravidão. Para aqueles que não sabem, os escravos foram libertos pela carta de alforria há mais de 100 anos. Mas para alguns, a questão de mudar é dolorosa, pois temos o direito mas a mesmice não permite. Vai entender esses egoísmos! Não permitem que as outras pessoas possam conhecer os dois lados da moeda. Aqueles que acham que o voto não tem valor, façam a seguinte análise: Por que somos taxados do País da Impunidade? (Lembra os filmes estrangeiros onde os bandidos fazem questão de vir morar no Brasil?). Por que será? Então por que no ano eleitoral para Presidente, Governador e para Deputados (Federal e Estadual), sempre acontece a Copa? (Lembram-se da história do pão e circo na época dos Romanos?) Por que então, os políticos fazem questão de bajular, abraçar, dar presentes, mimos e agrados para as crianças e idosos, sem falar que são capazes de sair no tapa para segurar as alças de caixões justamente no ano eleitoral? Mas quando passa o período eleitoral, você ouve a seguinte frase: “Quem é você?” “Eu te conheço?” “Prova que eu prometi algo para vocês.” Não deixe que apenas 30 segundos ou apenas alguns cliques na urna eletrônica possam mudar sua vida sem a sua participação. Atue, pois votar é querer buscar melhorias a cada dia. Depois não diga que os políticos não têm jeito. Se você não vota, como pode querer mudar o rumo da Nação? Lembra das frases e ditados populares: “Aqui se faz aqui se paga”. “Você colhe o que você plantou”.</p>
<p style="text-align: justify">Então, meu caro amigo, mudar é mais que preciso. É uma necessidade. Estou disposto a mudar. E você?</p>
<p style="text-align: justify"><em>Júnior Hipólito; Enfermeiro.</em></p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Boas novas</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 19:30:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandro Gesner</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Novembro se inicia e com ele apresentamos aos nossos leitores dois novos colaboradores do PensoSaúde. Cumprindo o objetivo de abrir espaço para divulgação e debate de inquietações provenientes dos quatro cantos do Brasil, trouxemos um tema que está diretamente conectado à gestão da saúde pública, nas três esferas governamentais. A partir de hoje, vocês poderão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Novembro se inicia e com ele apresentamos aos nossos leitores dois novos colaboradores do PensoSaúde. Cumprindo o objetivo de abrir espaço para divulgação e debate de inquietações provenientes dos quatro cantos do Brasil, trouxemos um tema que está diretamente conectado à gestão da saúde pública, nas três esferas governamentais.<br />
A partir de hoje, vocês poderão discutir sobre os textos <strong>“Você lembra em quem votou nas últimas eleições?”</strong> e <strong>“Por que somos ignorantes?!”</strong> redigidos respectivamente por Ariel Lial e Júnior Hipólito que trazem reflexões sobre as eleições que se aproximam.<br />
Agradecemos aos colaboradores pela autorização da divulgação dos textos e esperamos que o interesse sinalizado pelo Enfermeiro Ariel (o Tchê) em participar mais vezes do site se concretize.</p>
<p style="text-align: justify">Comentem, contribuam, manifestem-se. Este espaço é de vocês.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2011/11/image_preview.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-551" src="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2011/11/image_preview.jpg" alt="" width="400" height="266" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Um pouco de poesia</title>
		<link>http://www.pensosaude.com.br/2011/09/um-pouco-de-poesia/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Sep 2011 09:22:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandro Gesner</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[humanização]]></category>
		<category><![CDATA[cuidado humano]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[valorização profissional]]></category>

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		<description><![CDATA[“Quem escreve quer ser lido”, é o que muitos repetem por aí. Mas além de ser lido, quem se dedica a publicar o que pensa também fica muito feliz ao ver as manifestações dos leitores, as opiniões contrárias, os agradecimentos e congratulações. Com a equipe do PensoSaúde também é assim: valorizamos cada comentário, cada encaminhamento, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">“Quem escreve quer ser lido”, é o que muitos repetem por aí. Mas além de ser lido, quem se dedica a publicar o que pensa também fica muito feliz ao ver as manifestações dos leitores, as opiniões contrárias, os agradecimentos e congratulações.</p>
<p style="text-align: justify">Com a equipe do PensoSaúde também é assim: valorizamos cada comentário, cada encaminhamento, porque é justamente este um dos nossos objetivos: promover reflexões a respeito dos diversos temas abordados aqui.</p>
<p style="text-align: justify">Por isso, publicamos hoje um <em>feedback</em> da Enfermeira Rafaela Rodrigues que, provocada pelo texto <a href="http://www.pensosaude.com.br/2011/08/salarios-concursos-e-dona-maria/">Salários, concursos e dona Maria</a> (recebido por e-mail), enviou-nos sua produção, cuja socialização foi prontamente autorizada.</p>
<p style="text-align: justify">Nossos sinceros agradecimentos a Rafaela e um grande abraço ao pessoal de Recife-PE, onde atua.</p>
<p style="text-align: justify"> Apreciem sem moderação:</p>
<p style="text-align: justify"> <a href="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2011/09/255A8.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-542" src="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2011/09/255A8.jpg" alt="" width="314" height="407" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify">Valorização profissional começa por nós mesmos<br />
realizando com consciência e perseverança<br />
uma atitude rebelde diante dos dogmas<br />
irreverente diante dos problemas<br />
com formosura e maestria na prestação dos cuidados<br />
no tocar<br />
no sentir o outro<br />
Ser Vivo<br />
como nós<br />
paciente<br />
mulheres<br />
idoso<br />
equipe<br />
fazendo a coisa mais a frente<br />
acontecer<br />
e vai desabrochando<br />
fazeres que de tão velhos são novos<br />
por que merecemos respeito<br />
todos!</p>
<p>Ampliando os horizontes<br />
a nossa práxis<br />
descobrindo que realmente<br />
somos<br />
essência<br />
Cuidado<br />
educa ação<br />
coletividade.</p>
<p>A luta do cotidiano<br />
explorando as curas<br />
quânticas<br />
milenares<br />
tecnológicas<br />
espirituais</p>
<p>A força das mãos<br />
da voz<br />
do toque<br />
da união</p>
<p>ErêrêreeÊ rerÊ!</p></blockquote>
<p style="text-align: justify">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pensosaude.com.br/2011/09/um-pouco-de-poesia/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Salários, concursos e dona Maria</title>
		<link>http://www.pensosaude.com.br/2011/08/salarios-concursos-e-dona-maria/</link>
		<comments>http://www.pensosaude.com.br/2011/08/salarios-concursos-e-dona-maria/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 19:40:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandro Gesner</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[COFEN]]></category>
		<category><![CDATA[concurso]]></category>
		<category><![CDATA[lauro de freitas]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Educação]]></category>
		<category><![CDATA[salário]]></category>
		<category><![CDATA[vergonha]]></category>

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		<description><![CDATA[Recentemente recebi um e-mail que denunciava um concurso em cidade baiana que remunerava muito mal o Enfermeiro. Numa mistura de raiva e angústia, o/a autor/a, que não consegui identificar, chamava a atenção dos colegas para aquele absurdo. Dizia mais ou menos isso: &#8220;Gente, por favor, divulguem&#8230; Isto é uma aberração&#8230; É um desrespeito ao profissional [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2011/08/radio.png"><img class="alignright size-full wp-image-535" src="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2011/08/radio.png" alt="" width="549" height="303" /></a>Recentemente recebi um e-mail que denunciava um concurso em cidade baiana que remunerava muito mal o Enfermeiro. Numa mistura de raiva e angústia, o/a autor/a, que não consegui identificar, chamava a atenção dos colegas para aquele absurdo. Dizia mais ou menos isso:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Gente, por favor, divulguem&#8230; Isto é uma aberração&#8230;</em></p>
<p><em>É um desrespeito ao profissional enfermeiro que trabalha em função do bem estar do individuo,  realizando cuidados que primam pela promoção, prevenção, recuperação e tratamento de agravos e doenças crônicas, com uma carga horária tão exaustiva e a cada dia o mercado de trabalho vem oferecendo salários cada vez mais vergonhosos&#8230;vamos nos mobilizar! Cadê o nosso Conselho? Vamos cobrar uma atitude urgente dele! Assim não pode ficar! Quem está já com seu empreguinho pensa que não será atingido com essa desvalorização profissional que o mercado vem proporcionando&#8230; mero engano! Pois vejam as  prefeituras que têm a cara de pau de oferecer salários abaixo de R$1000,00; agora a Prefeitura de LAURO DE FREITAS passou dos limites, vejam tabela que copiei do edital:</em></p>
<div align="center">
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="89">
<p align="center">FUNÇÕES</p>
</td>
<td width="70">
<p align="center">VAGAS</p>
</td>
<td width="81">
<p align="center">VAGAS Port.Def.</p>
</td>
<td width="96">
<p align="center">CARGA HORÁRIA SEMANAL</p>
</td>
<td width="156">
<p align="center">PRÉ – REQUISITOS E ESCOLARIDADE MÍNIMA</p>
</td>
<td width="120">
<p align="center">VENCIMENTO</p>
</td>
<td width="132">
<p align="center">TX INSCRIÇÃO</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="89">
<p align="center">Enfermeiro</p>
</td>
<td width="70">
<p align="center">15</p>
</td>
<td width="81">
<p align="center">02</p>
</td>
<td width="96">
<p align="center"><strong>40 h</strong></p>
</td>
<td width="156">
<p align="center">Graduação em Enfermagem e Registro no Conselho Profissional</p>
</td>
<td width="120">
<p align="center"><strong>R$ 759,27</strong></p>
</td>
<td width="132">
<p align="center">60,00</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p><em>Vejam no endereço: <a href="http://www.pciconcursos.com.br/noticias/suspenso-concurso-publico-de-lauro-de-freitas-ba"> http://www.pciconcursos.com.br/concurso/prefeitura-de-lauro-de-freitas-ba-634-vagas</a></em></p>
<p><em> Enviem esse e-mail a todos, divulguem em todas as redes sociais, procuremos ajuda, socorro!</em><br />
<em> Vamos nos mobilizar enfermeiros, sejamos mais unidos&#8230; façamos algo, pois somos muitos e se nos unirmos teremos um enorme poder nas mãos&#8230;</em> &#8220;</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify">Com o objetivo de enriquecer o debate, elaborei algumas reflexões e distribuí via e-mail. As repostas foram interessantes e o amigo Wagner Alves sugeriu que eu trouxesse o debate também para o Penso. Sendo assim, segue o texto abaixo para que possamos ampliar a conversa. Agradeço mais uma vez a Wagner pelo espaço.</p>
<p style="text-align: justify">___</p>
<p style="text-align: justify"><strong>E</strong>u vou me aposentar e essas coisas continuarão acontecendo. Porém, não fujo de algumas considerações.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>1) A desvalorização salarial do profissional é preocupante? Sim, concordo. Mas vamos discutir quem realmente está desvalorizando quem? </strong></p>
<p style="text-align: justify">Deixemos de hipocrisia! Não é a Prefeitura de Lauro de Freitas que está desrespeitando ninguém. Ela age, assim como qualquer outra empresa, baseada na lei da oferta e procura: se há muitos &#8220;Portadores de Diploma de Enfermagem (PDE)&#8221; na praça (sim, porque ser Enfermeiro, em essência, requer não apenas um diploma), derrubaremos os salários que ainda assim seremos procurados. Se fossem profissionais raros, teríamos que majorar os salários e oferecer melhores condições de trabalho. Não esperem que esse raciocínio mude.<br />
&#8220;Mas e a qualidade, Alexandro, como fica?&#8221; Na real? Não fica. A maior parte das empresas públicas não vem se preocupando com a qualidade, pois enxergam a vaga de enfermeiro, técnico de enfermagem, médico, dentista, etc. apenas como uma mera vaga a ser ocupada. Inicialmente não importa se o candidato é bom. Basta ter o diploma/certificado.<br />
Digo isso porque um ser que dê valor a tudo aquilo que o seu diploma significa nunca fará um concurso que pagará R$759,00 por 40h de trabalho do Enfermeiro. Só se submeterão ao processo aqueles que estão desempregados, sem perspectiva de avanços, entupidos de insegurança diante de maiores concorrências por empregos melhores (concurso de SSA, p.e.) e, claramente, sem um pingo de auto-estima profissional. Agressivo? Talvez. Mas necessário.<br />
Será que os desrespeitadores são mesmo as empresas, as Secretarias de Saúde? Não acredito. Quem realmente desrespeita as/os Enfermeiras/os dignas/os são os PDE que se prestarão a fazer essa prova, assim como aconteceu em Cachoeira.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>2) A velha onda do &#8220;Vamos nos mobilizar!&#8221;</strong></p>
<p style="text-align: justify">Essa é interessante. Volta e meia circula um e-mail que sugere mobilização, paralisação, etc. O último foi sobre uma paralisação no dia cinco de agosto. Mas paralisar para mostrar o valor do trabalho de quem precisa parar para ser &#8220;percebido&#8221; é um dos mais lindos paradoxos que já vi. É falacioso. Acredito que o caminho seja exatamente o inverso. A Enfermagem não precisa de paralisações desarticuladas, num movimento sem robustez (inclusive, atribuíram indevidamente à ABEn a autoria do manifesto). A Enfermagem Brasileira precisa, antes disso, de AÇÕES QUALIFICADAS, exercidas por profissionais com competência técnico-científica, responsabilidade ética e compromisso social. O <strong>Ato do Enfermeiro</strong> deve ser repleto de significância para aquele que é cuidado, seja na assistência, no ensino ou na pesquisa (sim, construir conhecimento para o cuidado também é cuidar). Este Ato do Enfermeiro deve transferir a quem o presencia toda a imprescindibilidade que lhe é própria e deve deixar claro que quem realizou foi o/a Enfermeiro/a. É o marketing sobre o qual escreveu a professora Teresinha Trocoli? Sim, mas é o marketing aplicado, inerente à prática tanto na vivência da soberania clínica, defendida por Margot, quanto nas diárias lutas políticas (mas não partidárias) de Adroaldo. Só haverá mudanças significativas de dentro para fora. Hoje as equipes de Enfermagem são os sustentáculos dos serviços de saúde (e de doença também), mas a sociedade em geral ainda não percebe esta importância. Por que isso acontece? Culpa do sistema? Bah! Só é culpa do sistema se admitirmos que O SISTEMA SOMOS NÓS.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>3) Onde estão os Conselhos?</strong></p>
<p style="text-align: justify">Antes desta pergunta, deveriam perguntar &#8220;Onde está o Ministério da Educação?&#8221; quando o assunto é a abertura de novos cursos numa relação inversamente proporcional à qualidade dos mesmos: quanto mais cursos, pior a qualidade. Li que o COFEN agora terá uma participação maior na abertura e certificação de novos cursos. Isso é extremamente importante, mas vale outra discussão.<br />
Os Conselhos estão nos seus lugares, porém regular salários não é atribuição dos mesmos. Vamos estudar mais, gente? Pergunta: quem dos senhores denunciou formalmente infrações éticas (incluindo-se exercício ilegal da Enfermagem) aos Conselhos? Quem ficou insatisfeito com as respostas obtidas? Isso sim é parâmetro para a avaliação do Conselho. Aborreço-me quando vejo colegas reclamando do COREN quando nunca, NUNCA, fizeram uma denúncia sequer, nunca requisitaram a presença do Conselho em nada. Não tem lógica.<br />
Às vezes acho que é raiva por pagar anuidade. Só pode. Quando uma coisa não dá certo, a culpa é do Conselho que só aparece pra &#8220;pegar meu dinheiro da anuidade&#8221;. Mas se pagar anuidade é obrigação do profissional, pra que se tornou um, se não queria pagar?<br />
Quero maior ação do Conselho, sim, naquilo que é de sua governabilidade: Apurem adequadamente as infrações éticas, cassem aqueles que exercem a enfermagem ilegalmente, suspendam dos serviços aqueles que não sejam dignos de permanecerem no grupo, não permitam que os PDE incapazes de contribuir para o avanço da profissão permaneçam em campo.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>4) Por que esse desespero?</strong></p>
<p style="text-align: justify">Gente, o edital está aí, mas não é obrigado fazer a prova. Não precisa desespero. Concordo com a divulgação do caso para chamar a atenção dos colegas, assim como fizeram com o concurso de Cachoeira, através desta ferramenta interessantíssima que é a internet. É o que podemos fazer: <span style="color: #ff0000"><strong>Boicotar esses concursos e processo seletivos</strong></span>.<br />
Queria muito que não houvesse inscritos ou que os poucos inscritos fossem eliminados por baixa qualificação. Mas é apenas um grito no deserto. Haverá inscritos, aprovados e empossados. Muito provavelmente iniciarão um trabalho que, com o tempo, será realizado sem a qualidade necessária porque &#8220;o que me pagam é muito pouco para eu me estressar.&#8221; O Prefeito e a Secretaria de Saúde receberão queixas e dirão: &#8220;Mas com esse salário, nem vale a pena demitir.&#8221; E fim. Repetirão o discurso do &#8220;eles fazem de conta que me pagam e eu faço de conta que trabalho&#8221;, desqualificando tanto o Sistema Único de Saúde quanto a profissão.<br />
E aí num belo dia, dona Maria, lavadora de roupa, vai ouvir na rádio que os Enfermeiros fizeram uma paralisação de 24h em defesa de melhores salários e melhores condições de trabalho. Neste dia, dona Maria, moradora de uma cidade pertinho de Salvador, vai falar com a vizinha, em tom de desabafo:<br />
&#8220;Oxente! Pra atender mal do jeito que a enfermeira do posto fez comigo ontem, devia era suspender o salário que ela recebe! Os pacientes devem ter agradecido por ela não ter trabalhado hoje nessa greve!&#8221;</p>
<p style="text-align: justify">E você, Enfermeiro/a que se dedica, estuda e que não esqueceu o Juramento que fez?<br />
Que marca está deixando nas donas Marias de quem cuida todos os dias?</p>
<p style="text-align: justify"><em>Imagens disponíveis na internet.</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A festa do Controle Social</title>
		<link>http://www.pensosaude.com.br/2011/08/a-festa-do-controle-social/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Aug 2011 02:45:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandro Gesner</dc:creator>
				<category><![CDATA[gestão da saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[conferência nacional de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[conselho de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[controle social]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais uma festa do Sistema Único de Saúde se aproxima. Estou me referindo à 14ª Conferência Nacional de Saúde, a ser realizada de 30 de novembro a 04 de dezembro de 2011, em Brasília. O Sistema Único de Saúde é uma conquista da sociedade brasileira. Ele é fruto da luta por um sistema de saúde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2011/08/Logo_14CNS_vertical.png"><img class="size-full wp-image-528 alignnone" src="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2011/08/Logo_14CNS_vertical.png" alt="" width="300" height="83" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Mais uma festa do Sistema Único de Saúde se aproxima. Estou me referindo à 14ª Conferência Nacional de Saúde, a ser realizada de 30 de novembro a 04 de dezembro de 2011, em Brasília.</p>
<p style="padding-left: 90px;text-align: justify">O Sistema Único de Saúde é uma conquista da sociedade brasileira. Ele é fruto da luta por um sistema de saúde que atenda a toda a população, sem nenhum tipo de discriminação. Hoje, o SUS é a maior política de inclusão social existente no País.</p>
<p style="text-align: justify">Esta citação do Conselho Nacional de Saúde, estampada no <a href="http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html">site da Conferência</a>, traduz o sentimento de pertencimento que deve ser mantido por nós, quando o assunto é SUS. É hora de comemorar os avanços, brindar as conquistas e direcionar mudanças que se convertam em avanços e conquistas ainda maiores. É hora de propor estratégias que garantam o acesso e o acolhimento com qualidade nos serviços do Sistema Único de Saúde.</p>
<p style="text-align: justify">Com o tema “Todos usam o SUS: SUS na Seguridade Social, Política Pública e Patrimônio do Povo Brasileiro”, a Nacional está sendo construída tendo como alicerces os debates das Conferências Estaduais e Municipais ocorridas em todo o território brasileiro.</p>
<p style="text-align: justify">Os objetivos da 14ª Conferência Nacional, conforme seu <a href="http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/docs/portaria935_regimento_interno.pdf">regimento</a>, são:</p>
<p style="text-align: justify;padding-left: 90px"> I &#8211; impulsionar, reafirmar e buscar a efetividade dos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) garantidos na Constituição Federal e na Lei Orgânica da Saúde, na perspectiva do fortalecimento da Reforma Sanitária;</p>
<p style="text-align: justify;padding-left: 90px">II &#8211; avaliar o SUS e propor condições de acesso à saúde, ao acolhimento e à qualidade da atenção integral;</p>
<p style="text-align: justify;padding-left: 90px">III &#8211; definir diretrizes e prioridades para as políticas de saúde, com base nas garantias constitucionais da Seguridade Social, no marco do conceito ampliado e associado aos Direitos Humanos; e</p>
<p style="text-align: justify;padding-left: 90px">IV &#8211; fortalecer o Controle Social no SUS e garantir formas de participação dos diversos setores da sociedade em todas as etapas da 14ª Conferência Nacional de Saúde.</p>
<p style="text-align: justify">Fica clara, portanto, a imprescindibilidade da participação social em todo o processo: Não existe SUS sem controle social, sem Conselhos de Saúde. Porém, é preciso que esses Conselhos sejam de fato representativos; será que a sociedade brasileira, assim como em outras esferas eletivas, sabe se fazer representar em instâncias locais importantes como os Conselhos Municipais de Saúde?</p>
<p style="text-align: justify">Você, leitor, é capaz de informar qual entidade lhe representa no Conselho Municipal de Saúde da sua cidade? Vou além&#8230; você já participou de alguma reunião deste Conselho?</p>
<p style="text-align: justify">Sugiro que pensemos sobre isso hoje: depois de tanta luta popular por um Sistema Único de Saúde participativo, por que deixamos de lado o direito de opinar, conhecer e construir essa política tão importante para nosso povo?</p>
<p style="text-align: justify">Como provocação, deixo algo que ouvi, não sei mais de quem, mas achei bastante oportuno:</p>
<p style="text-align: justify">“Muitas pessoas não assumem responsabilidades na construção de algo coletivo por um único motivo: ser pedra é fácil&#8230; difícil é ser vidraça.”</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>SUS é motivo de piada&#8230;</title>
		<link>http://www.pensosaude.com.br/2011/06/sus-e-motivo-de-piada/</link>
		<comments>http://www.pensosaude.com.br/2011/06/sus-e-motivo-de-piada/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 12 Jun 2011 12:56:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidade]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[aids]]></category>
		<category><![CDATA[alzheimer]]></category>
		<category><![CDATA[piada]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>
		<category><![CDATA[telefonema]]></category>

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		<description><![CDATA[TELEFONEMA DO SUS O telefone toca e a dona da casa atende: - Alô!- Sra. Silvia, por favor. - É ela. - Aqui é Dr. Arruda do Laboratório. Ontem, quando o  médico enviou o  exame do seu marido para o laboratório, um exame de um outro Sr. Silva chegou  também e agora não sabemos qual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>TELEFONEMA DO SUS</p>
<p>O telefone toca e a dona da casa atende:</p>
<p>- Alô!- Sra. Silvia, por favor.</p>
<p>- É ela.</p>
<p>- Aqui é Dr. Arruda do Laboratório. Ontem, quando o  médico enviou o  exame do seu marido para o laboratório, um exame de um outro Sr. Silva chegou  também e agora não sabemos qual é do seu marido e infelizmente, os resultados são ambos ruins&#8230;</p>
<p>- O que o senhor quer dizer?</p>
<p>- Um dos exames deu positivo para Alzheimer e o outro deu  positivo para AIDS. Nós não sabemos qual é o do seu marido.</p>
<p>- Nossa! Vocês não podem repetir os exames?</p>
<p>- O SUS somente paga esses exames caros uma única vez por paciente.</p>
<p>- Bem, o Senhor me aconselha a fazer o quê?</p>
<p>- O SUS aconselha que a senhora leve seu marido para algum lugar bem longe da sua casa e o deixe por lá. Se ele conseguir achar o  caminho de volta, não faça mais sexo com ele.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Melhor rir para não chorar hein!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>“Camisinhas de Viagra”: um caminho para convencer os homens a usar preservativos?</title>
		<link>http://www.pensosaude.com.br/2011/05/%e2%80%9ccamisinhas-de-viagra%e2%80%9d-um-caminho-para-convencer-os-homens-a-usar-preservativos-2/</link>
		<comments>http://www.pensosaude.com.br/2011/05/%e2%80%9ccamisinhas-de-viagra%e2%80%9d-um-caminho-para-convencer-os-homens-a-usar-preservativos-2/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 May 2011 19:56:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Caldas de Santana</dc:creator>
				<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[saúde sexual]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pensosaude.com.br/?p=520</guid>
		<description><![CDATA[Alguns homens — e mulheres também — odeiam tanto camisinhas que não conseguem curtir o sexo, já que aquela borracha os afeta psicológica e mentalmente. Isso pode mudar em breve, com o surgimento de uma nova camisinha feita para manter ereções mais longas e fortes. Por quê? De acordo com a doutora Debby Hernbenick — [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="entry-body">
<div>
<div class="item-body">
<div>
<p><span> </span><a title="google-condoms" rel="lightbox[35333]" href="http://www.gizmodo.com.br/files/2011/05/google-condoms.jpg" target="_blank"><img title="google-condoms" src="http://www.gizmodo.com.br/files/2011/05/google-condoms-600x337.jpg" alt="" width="600" height="337" /></a></p>
<p>Alguns homens — e mulheres também — odeiam tanto camisinhas que não conseguem curtir o sexo, já que aquela borracha os afeta psicológica e mentalmente. Isso pode mudar em breve, com o surgimento de uma nova camisinha feita para manter ereções mais longas e fortes. Por quê?</p>
<p>De acordo com a <a href="http://www.mysexprofessor.com/about-my-sex-professor/" target="_blank">doutora Debby Hernbenick</a> — <a href="http://info.hper.indiana.edu/sb/page/normal/1504.html" target="_blank">diretora associada</a> do Centro de Promoção da Saúde Sexual da Universidade de Indiana e uma das cientistas principais da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/National_Survey_of_Sexual_Health_and_Behavior" target="_blank">Pesquisa Nacional de Saúde e Comportamento Sexual</a> dos EUA (e a <a href="http://gizmodo.com/#!5380577/sqweel-ten+tongue-sex-toy-video-hands+on" target="_blank">especialista de sexo do Gizmodo</a>) — a nova camisinha pode ter um mercado entre os homens que lutam contra os preservativos:</p>
<blockquote><p>Alguns homens têm dificuldade de ereção quando usam camisinhas, então imagino que exista um mercado para preservativos que aumentem a ereção.</p></blockquote>
<p>No entanto, ela frisa que há outras opções naturais para o caso e que a nova camisinha levanta algumas questões:</p>
<blockquote><p>Quais são os riscos de expor tais substâncias diretamente ao parceiro sexual do homem durante o sexo? E se o homem ou sua parceira estiverem tomando medicamentos, como nitratos? É preciso considerar tudo.</p></blockquote>
<h2>Como funciona?</h2>
<p>De acordo com a fabricante Futura Medical, a nova camisinha é segura. Batizada de CSD500, ela usa um gel que aumenta o fluxo sanguíneo no pênis. Este tipo de gel é normalmente utilizado para aumentar o fluxo sanguíneo do coração para pacientes com angina, mas — de acordo com a fase de testes — usá-lo em camisinhas resulta em ereções mais longas e fortes.</p>
<p>A empresa também argumento que ao aumentar a qualidade da ereção, a camisinha ficará no lugar certo, reduzindo drasticamente as chances de vazamentos. De acordo com James Barder, da Futura Medical, o desafio no design do produto foi ter “algo estável em uma camisinha — um gel que não deteriorasse de nenhuma forma o preservativo. Alguns produtos podem degradar rapidamente o látex. É preciso ser algo imobilizado na camisinha”. Ainda de acordo com o doutor, a chave para o novo preservativo foi exatamente essa, encontrar uma saída para aplicar o gel.</p>
<h2>Não, não é um substituto ao Viagra</h2>
<p>No entanto, esta nova tecnologia não é um substituto para pílulas, como o Viagra, que foram criadas para resolver disfunções eréteis e impotência. Os novos preservativos são potenciadores para pessoas que não tem problemas de ereção, mas não se sentem nem um pouco bem quando precisam colocar uma camisinha.</p>
<p>Então se ela não funciona como um substituto do Viagra, será que essa tecnologia de aumento de ereção será forte o suficiente para promover o uso de camisinhas entre os homens? Para a maioria das pessoas que têm problemas com látex, as chances não parecem muito altas. Para aqueles que ficam nervosos pelo estranho ato, pode ser uma solução — caso ela seja aprovada para o uso humano, é claro. [<a href="http://blogs.wsj.com/health/2011/04/20/a-viagra-like-condom-to-treat-an-embarrassing-problem/" target="_blank">WSJ</a> via <a href="http://www.dailymail.co.uk/health/article-1385532/Viagra-condoms-help-men-erection-problems-sex.html" target="_blank">Daily Mail</a>, GIZMODO]</p>
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		<title>O caso da raposa</title>
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		<pubDate>Sun, 15 May 2011 15:09:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandro Gesner</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidade]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Era eu calouro no trabalho, recém formado e com poucos meses em terras de Miguel Calmon-BA, quando participei de uma campanha de vacinação contra a raiva. Preparativos prontos, orientações feitas, volantes iniciadas, tudo como é. Numa oportunidade rotineira, verificando os mapas de vacinação, constatei a seguinte proeza: Cães vacinados: X; Gatos vacinados: Y; e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2011/05/fox_by_bucinhas.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-515" src="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2011/05/fox_by_bucinhas-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Era eu calouro no trabalho, recém formado e com poucos meses em terras de Miguel Calmon-BA, quando participei de uma campanha de vacinação contra a raiva. Preparativos prontos, orientações feitas, volantes iniciadas, tudo como é. Numa oportunidade rotineira, verificando os mapas de vacinação, constatei a seguinte proeza:</p>
<p style="text-align: justify">Cães vacinados: X;</p>
<p style="text-align: justify">Gatos vacinados: Y;</p>
<p style="text-align: justify">e uma observação no rodapé do mapa: <strong>Raposa vacinada: 01</strong>!</p>
<p style="text-align: justify">“Misericórdia!” pensei eu. “A equipe foi pro mato, pegou uma raposa e vacinou!”</p>
<p style="text-align: justify">Mas quem orientou esse absurdo? Foi dito e repetido que a vacina é para cães e gatos. E como pegaram a raposa?</p>
<p style="text-align: justify">O cérebro inquieto foi atrás do vacinador, cujo nome manterei em segredo.</p>
<p style="text-align: justify">- “Chiquinho de Babau”, você foi pegar uma raposa no mato pra vacinar? Como foi isso?</p>
<p style="text-align: justify">- Não!  - Respondeu ele já sorrindo &#8211; Fomos a uma casa lá na roça e o dono criava um cachorro e uma raposa. Vacinamos os dois!</p>
<p style="text-align: justify">Vejam vocês&#8230; criando raposa! Como se não bastassem os riscos de um animal doméstico contrair e transmitir a raiva, uma pessoa ainda teve a sublime ideia de domiciliar um animal silvestre.</p>
<p style="text-align: justify">De lá pra cá, mudei. Não espero mais bom senso das pessoas. Fico feliz quando o encontro, mas não crio expectativas. Não aposto na ideia “As pessoas já sabem <em>isso</em>” ou “Estão carecas de ouvir <em>aquilo</em>”. Parto do princípio de que sempre existem os que não sabem e os que sabem coisas equivocadas, por isso, é sempre necessário reforçar as orientações disponíveis, em todas as ações, sejam elas campanhas de vacinação ou recomendações cotidianas numa consulta de Enfermagem.</p>
<p style="text-align: justify">Mas o tempo passa e com ele vem a maturidade. Nunca esqueci o “caso da raposa”. Passeando no trem da vida, saí da assistência, visitei rapidamente a Vigilância Sanitária, fui rebocado para a Coordenação da Atenção Primária, e estive Secretário de Saúde interinamente durante cinco meses (que pareceram cinco anos).</p>
<p style="text-align: justify">Foi quando percebi que a raposa não me causou só boas gargalhadas. Ela respalda minhas ações.</p>
<p style="text-align: justify">Quantas vezes nos vemos “criando raposas” em nossos espíritos, em nossas casas, em nossos empregos?</p>
<p style="text-align: justify">Quantas vezes agimos por impulso, aumentando os riscos de adoecimento e de complicações apenas por não identificarmos que aquele ato ou aquela conduta são raposas, no final das contas?</p>
<p style="text-align: justify">Quantas vezes absorvemos excessivamente estresse, mágoas e aborrecimentos, pessoais e profissionais, alimentando essas raposas em nossas mentes e praticando o mais sutil dos suicídios?</p>
<p style="text-align: justify">Pensemos. Até que ponto nossa racionalidade nos empurra ao penhasco do “tarefismo”, da “numerolatria” das produtividades, enquanto a qualidade das ações e das relações humanas é deixada às margens do processo de trabalho? De que forma isso vai mudar? Esperando os gestores/patrões agirem? Não mesmo. Eles estão umbilicalmente amarrados a um sistema autodepreciativo, centrado no lucro e na politicagem, onde o bem estar coletivo é a última coisa considerada. Na frente dele, sempre o “establishment” e o voto.</p>
<p style="text-align: justify">A esperança existe e uma boa estratégia para mantê-la viva é lembrar sempre do “caso da raposa”:</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Se determinada coisa aumenta os riscos e as possibilidades de complicações, não faça.</strong></p>
<p style="text-align: justify">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify"><em>Agradeço ao amigo Ariel, por ter instigado a elaboração desse texto.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Imagem: Disponível na internet.</em></p>
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