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	<title>PENSO</title>
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	<description>Discutindo saúde</description>
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		<title>De nada, Ministério!</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 21:45:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Engraçado isso. Temos recebidos vários comentários nos nossos post´s fazendo divulgação de trabalhos promovidos pelo Ministério da Saúde. Quem assina os comentários assina como Ministério da Saúde.
Até aí, vá lá. Mas, como sou curioso, fui fuçar.
Percebi então que nos blogs do Brasil afora, basta ter algum comentário ou post alusivo a atividades e programas incetivados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Engraçado isso. Temos recebidos vários comentários nos nossos post´s fazendo divulgação de trabalhos promovidos pelo Ministério da Saúde. Quem assina os comentários assina como Ministério da Saúde.</p>
<p>Até aí, vá lá. Mas, como sou curioso, fui fuçar.</p>
<p>Percebi então que nos blogs do Brasil afora, basta ter algum comentário ou post alusivo a atividades e programas incetivados e/ou promovidos pelo Ministério da Saúde que lá vem &#8220;ele&#8221; dar uma de papagaio de pirata, pegar uma carona e fazer a divulgação do seu trabalho. São chamamentos para campanhas de vacina, notas sobre a existência e funcionamento de serviços e por aí vai.</p>
<p>Inicialmente achei uma estratégia de marketing interessante. Uma ação capaz de sensibilizar um outro público que não acompanha diretamente as ações e atividades do Sistema Único de Saúde promovido pelos órgãos gestores.</p>
<p>Mas, depois pensei: com tantas ferramentas à mão, recursos (especialmente financeiros) por qual cargas d´água vem o MS nos nossos &#8220;míseros blogs&#8221; fazer esse papelão? Por que não intensifica as campanhas de divulgação em massa? Por que não fortalece o seu site e torna público e acessável, com menos conteúdo técnico e com mais informações que falem &#8220;a linguagem do povo&#8221;, se é que me entendem.</p>
<p>Acho que deve ter até um monte de gente contratada só para ficar fazendo isso!</p>
<p>Enquanto isso, fiquem lendo os comments do MS. Mas, blogueiros, abram os olhos!</p>
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		<title>Cyanide and Happinnes</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Aug 2010 14:35:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[humor]]></category>

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		<description><![CDATA[
Tô voltando hein&#8230; aguardem!
From The Dark Gate Comic Slurper
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2010/08/cyanide.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-387" title="cyanide" src="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2010/08/cyanide.png" alt="" width="718" height="275" /></a></p>
<p><em><span style="color: #888888;"><strong>Tô voltando hein&#8230; aguardem!</strong></span></em></p>
<h5><span style="color: #888888;"><span style="font-weight: normal;"><em><a href="http://darkgate.net/comic/#cyanideandhappiness">From The Dark Gate Comic Slurper</a></em></span></span></h5>
]]></content:encoded>
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		<title>Perder tempo com assistência humanizada pra quê?</title>
		<link>http://www.pensosaude.com.br/2010/06/perder-tempo-com-assistencia-humanizada-pra-que/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 02:35:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Priscilla Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[humanização]]></category>
		<category><![CDATA[acolhimento]]></category>
		<category><![CDATA[assistência]]></category>

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		<description><![CDATA[Nessa semana de ócio produtivo de festividades juninas, em meio a recordações e necessidade de discussão, encontro um texto de uma amiga datado de mais ou menos 10 anos e escrito enquanto ainda éramos acadêmicos de enfermagem no auge da nossa necessidade de formação qualificada, de desejo de mudança, de luta pela assistência humanizada. Reduzo-me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Image1.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-380" src="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Image1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Nessa semana de ócio produtivo de festividades juninas, em meio a recordações e necessidade de discussão, encontro um texto de uma amiga datado de mais ou menos 10 anos e escrito enquanto ainda éramos acadêmicos de enfermagem no auge da nossa necessidade de formação qualificada, de desejo de mudança, de luta pela assistência humanizada. Reduzo-me nesse momento a simplesmente apresentar o texto que se segue abaixo. Boa reflexão a todos!</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>Leito 13, portador de câncer de pulmão, com feridas nas pernas, febril, mucosa oral alterada, com dificuldade respiratória, pele amarelada. Filho de dona Maria, irmão de Joana, casado com Filomena, pai de José, ansioso, com medo. Medo da morte, de deixar o filho recém-nascido nesse mundo cruel e tão desumano. Almejando carinho, um toque, atitudes remotas nesse contexto onde a identidade das pessoas é o leito, a enfermidade. Onde o escutar atento e o olhar são substituídos por procedimento, simples técnica, pensando os executores que, dessa forma, “fazendo”, “estão com” os pacientes.</p>
<p>Nessa esfera, onde nos vêem apenas como “aquele que tem câncer”, ser irmão, pai, com problemas não só orgânico, mas de desemprego, familiar, enfim SER parece-me algo tão longínquo, obsoleto. Aqui soa como defeito. Defeito? Estabelecer um diálogo verdadeiro, atento, um olhar que diz “oh, estou como você”, ouvir as minhas interrogações e não fugir das respostas que  tanto anseio, agora tornou-se defeito. Meu Deus! Também, perder tempo com assistência humanizada pra quê? Afinal, tempo, segundo os racionais, é dinheiro.</p>
<p>Hoje, sou eu, com câncer, amanhã será o cardíaco, depois será&#8230; Até o dia em que você, que agora na condição de assistir, nega uma atitude mais amorosa, mais humana, e que depois poderá estar implorando por tudo aquilo que eu desejava de você, mas que não permitiu que eu tivesse. Que angústia sinto ao defrontar-me com o paciente no leito, sofrendo e implorando pelo fim da sua agonia, clamando pelo fim da falta de ar, pelo término da dor no peito e por um copo de água que não pode mais ingerir pela presença de um edema acentuado. Sofro por não poder desempenhar melhor a minha atividade, por não prestar uma assistência mais qualifica, por não saber sistematizar aquela assistência que tanto esse paciente implora e necessita. E, ao presenciar essa antesala do inferno, sofro mais ainda.</p>
<p>Sofro pela falta de orientação por parte dos “grandes mestres” que cruzaram (e ainda cruzam) a minha vida acadêmica e que apenas passaram por mim, sem ao menos dizer assim: oh existe uma coisa chamada Processo de Enfermagem, viu? E são esses os responsáveis por nós, futuros enfermeiros que promoverão saúde e suprirão as necessidades de saúde da comunidade. E o ciclo provavelmente continuará se repetindo, porque hoje estamos aqui, ainda sem saber o que significa Fazer Enfermagem, sem ainda saber qual a parte que nos cabe nessa árdua missão de promover saúde, sem saber quais são os nossos reais campos de atuação, sem saber, sem saber&#8230;</p>
<p>Mas amanhã poderemos estar do outro lado, apenas reproduzindo o que hoje aprendemos e vivenciamos na qualidade de aprendizes. E o ciclo tornar-se vicioso. E quem mais sofre? Aquele paciente, que se encontra no leito, dispnéico, com dores únicas, pedindo água, enquanto nós, que não fomos informados sobre como detectar as suas necessidades, sobre como implantar uma medida mais eficaz e direcionada para aquele problema, continuamos impotentes diante daquele sofrimento. É patético quando recebemos informações do tipo “a sonda vesical, que possui funcionamento perfeito”, constituindo-se em problema, quando o verdadeiro problema é o temor da morte, é a ansiedade, é a auto-imagem afetada que toma conta do paciente e que, fielmente, sem questionar, acreditamos que são problemas menores ou sem importância diante da presença da sonda vesical.</p>
<p>Que excelentes profissionais! Criados e acostumados com a pedagogia da transmissão. Não questionamos, apenas aceitamos o que vem de forma vertical, “de cima”. Assim realmente somos excelentes profissionais, pois preenchemos as exigências do sistema, aquele que dita as regras e nós apenas cumprimos com rigor britânico ou como os robôs do Japão, se assim preferir. Também, questionar como? Se não nos lançamos na busca do conhecimento, se não somos ávidos por informações, se não procuramos possuir subsídios para questionamentos consistentes, com fundamentos? Enquanto não possuirmos conhecimentos, não poderemos “cobrar serviço” de qualidade da outra parte. Por outro lado, enquanto os “orientadores” também não estiverem predispostos e menos resistentes a mudanças na metodologia do ensino, o ciclo continuará e quem realmente continuará sofrendo, cada vez mais próximo do fim, será aquele paciente, lembra?</p>
<p>Texto gentilmente cedido por Geysa Gois, ENFERMEIRA com letras garrafais que tive o prazer de conhecer e compartilhar daquela fase de tantas discussões calorosas e enriquecedoras e que até hoje a tenho como parte de minha vida. Saudades dos nossos tempos de DA.</p>
<p>* Dedico aos meus alunos do PET</p>
<p><span style="color: #333333;"><br />
</span></p>
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		<title>Cenas do cotidiano (03): Grávida, eu?</title>
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		<pubDate>Sun, 16 May 2010 17:23:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Priscilla Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[cintilografia óssea]]></category>
		<category><![CDATA[Envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Certo dia fui solicitada por dona Esperança para ajudá-la a resolver sua situação de saúde. Após biópsia de nódulo de tireóide veio a fatídica notícia de Câncer. Consulta com oncologista e exames de laboratório realizados, uma lista de exames especializados para estadiamento do tumor em mãos.
Tudo agendado (com a demora de sempre mesmo com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certo dia fui solicitada por dona Esperança para ajudá-la a resolver sua situação de saúde. Após biópsia de nódulo de tireóide veio a fatídica notícia de Câncer. Consulta com oncologista e exames de laboratório realizados, uma lista de exames especializados para estadiamento do tumor em mãos.</p>
<p>Tudo agendado (com a demora de sempre mesmo com a prioridade para o agendamento) chega o grande dia do último exame a ser feito: a Cintilografia Óssea. Esse exame pode avaliar, de uma única vez, todo o sistema esquelético.</p>
<p>Existem várias indicações para o exame, dentre elas o estadiamento de câncer, demonstrando metástase óssea antes de serem evidenciadas em estudo radiológico. Não é necessário nenhum preparo específico anterior ao exame. Ele é contra indicado apenas para gestantes ou mulheres que estejam amamentando.</p>
<p>Ciente do procedimento e ansiosa pela espera do tão importante dia, dona Esperança chega à clínica com os outros exames realizados e apresenta-os à recepcionista seguindo o fluxo do local. De repente:</p>
<p>RECEPCIONISTA: Senhora, está faltando o BHCG. Sem ele, não pode realizar o exame! (BHCG é um exame para diagnóstico de gravidez)</p>
<p>DONA ESPERANÇA (sem entender a necessidade do exame): Mas por quê? Grávida, eu? Impossível!</p>
<p>RECEPCIONISTA: Porque é obrigatório realizar esse exame, senhora!  Grávidas são proibidas de fazer, então o BHCG é obrigatório para descartar qualquer possibilidade.</p>
<p>Depois de muita discussão e nenhum entendimento, Esperança vai em busca do laboratório. Chegando lá, mais uma surpresa: o SUS não aceitou cobrir o exame por falta de justificativa para a solicitação. Indignação geral. Ela então decidiu pagar o bendito exame. Mas como? Sem dinheiro, recorre à equipe do PSF e cada funcionário dá sua contribuição. O laboratório mesmo sem entender aceita realizar o exame. Dona Esperança retorna à clínica depois de dois dias com o BHCG feito e resultado negativo (lógico). Agora, terá que aguardar nova vaga para a cintilografia, sem previsão de data. Dona Esperança, 79 anos, volta para casa na esperança de dias melhores (dia de fazer a cintilografia, de mostrar o resultado para o especialista e iniciar o tratamento que tem direito).   <a href="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2010/05/VELHINHA-DO-BLOG.jpg"><img class="alignright" src="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2010/05/VELHINHA-DO-BLOG-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a></p>
<p>Esperança é nome fictício, dado a uma mulher, idosa, residente em um bairro de periferia, sofrida com a vida de restrições, viúva há 10 anos, histerectomizada, descrente com o sistema, mas como o próprio nome, espera otimista e com confiança (em Deus) de que um dia tudo vai dar certo!</p>
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		<item>
		<title>Tirinha&#8230; Remédio para hipertensão</title>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2010 12:04:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[hipertensão]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Valeu Pri.  
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2010/05/amancio1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-364" title="amancio1" src="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2010/05/amancio1.jpg" alt="" width="480" height="360" /></a><em><span style="color: #888888;">Valeu Pri. <img src='http://www.pensosaude.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </span></em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tirinhas&#8230; Dupla personalidade</title>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2010 11:58:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Pepper]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2010/05/0749.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-359" title="Dr. Pepper" src="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2010/05/0749.gif" alt="" width="600" height="225" /></a></p>
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		<title>Cenas do cotidiano (02): planejamento familiar</title>
		<link>http://www.pensosaude.com.br/2010/05/cotidiano02/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 17:46:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[contracepção]]></category>
		<category><![CDATA[deita da proteína]]></category>
		<category><![CDATA[métodos contraceptivos]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento familiar]]></category>
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		<category><![CDATA[sexo oral]]></category>
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		<description><![CDATA[São grandes as repercussões em relação aos programas de planejamento familiar. As pessoas desconhecem as reais perspectivas educacionais e preventivas que estão em jogo nesse programa. Porém, todos apenas o compreendem como o programa que existe para evitar filhos. Sem contar que a classe masculina também não entende a importância de participarem desse processo junto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>São grandes as repercussões em relação aos programas de planejamento familiar. As pessoas desconhecem as reais perspectivas<a href="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2010/05/playboy_maria.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-347" title="playboy_maria" src="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2010/05/playboy_maria-150x150.jpg" alt="" width="105" height="105" /></a> educacionais e preventivas que estão em jogo nesse programa. Porém, todos apenas o compreendem como o programa que existe para evitar filhos. Sem contar que a classe masculina também não entende a importância de participarem desse processo junto com as suas parceiras, esposas, mulheres, ou seja lá como &#8220;classificam&#8221; nos dias de hoje.</p>
<p>Mas, vejam a cena: unidade de saúde, um distrito de um grande município, população carente, atendida por esse serviço que atuava na modalidade do Saúde da Família.</p>
<p>Uma mulher, jovem, 21 anos, evangélica (daquelas bem fervorosas, sabe?), mulher na flor da idade e com toda disposição do mundo. Estava nos preparativos para o seu vindouro casamento, resolveu então procurar o serviço para uma consulta de planejamento familiar.</p>
<p>Um detalhe a deixava perturbada. Era virgem, imaculada. Nunca havia sido &#8220;bulida&#8221;. Sua cabeça fervia com a possibilidade de fatalmente engravidar na sua primeira vez, na sua tão esperada lua de mel. Uma criança passaria a fazer parte dos seus planos, mas esse não era o exato momento. Era jovem, havia coisas a experimentar, situações novas a vivenciar. Era preciso ter cautela.</p>
<p>Procurava estabilidade, queria aguardar mais tempo. Estar mais preparada, com melhores condições para ter e criar sua criança. Se é que essas condições realmente um dia chegam!</p>
<p>Foi atendida pela enfermeira da unidade. Prontamente contou a sua história. Deixou claro a sua condição de donzela. Mulher moça &#8220;inocente&#8221; e angustiada. Informava que precisava urgentemente aderir a algum método contraceptivo, pois o grande dia aproximava-se e queria estar segura de si.</p>
<p>A enfermeira bastante atenta aos detalhes, inicia então o seu processo de anamnese. Queria saber mais daquela usuária para junto com ela discutir e optar qual método seria o de melhor adaptação e eficácia para aquele caso.</p>
<p>Diálogo aberto, surge então a pérola:</p>
<ul>
<li><span style="color: #ff0000;">ENFERMEIRA:</span> Você tem algum parceiro?</li>
<li><span style="color: #0000ff;">USUÁRIA:</span> Não, como eu disse, sou virgem, nunca fiz essas coisas não. Sou da igreja.</li>
<li><span style="color: #ff0000;">ENFERMEIRA:</span> Hum&#8230; Ok. Mas, você já teve algum contato sexual, mesmo sendo virgem?</li>
<li><span style="color: #0000ff;">USUÁRIA:</span> Veja só &#8230; (cara de dúvida) Eu só faço a <strong>dieta da proteína</strong>, será que tem algum problema?</li>
<li><span style="color: #ff0000;">ENFERMEIRA:</span> (espanto, dúvida) como?</li>
<li><span style="color: #0000ff;">USUÁRIA:</span> Dieta da proteína, não conhece?</li>
<li><span style="color: #ff0000;">ENFERMEIRA:</span> (ainda com cara de espanto) &#8230;</li>
<li><span style="color: #0000ff;">USUÁRIA: </span>É assim&#8230; eu e meu noivo, a gente&#8230;. a gente&#8230;. bem, meu noivo fica excitado, daí&#8230; eu usava a boca sabe&#8230;</li>
<li><span style="color: #ff0000;">ENFERMEIRA:</span> &#8230;. (sem palavras nesse momento!)</li>
<li><span style="color: #0000ff;">USUÁRIA:</span> Mas eu nunca fiz sexo não, nunca deixei ele colocar. E quando saia &#8220;o líquido&#8221;, eu engolia tudinho.</li>
<li><span style="color: #ff0000;">ENFERMEIRA:</span> (ainda um tanto quanto perplexa&#8230;)</li>
<li><span style="color: #0000ff;">USUÁRIA:</span> Bem que ele queira, mas num posso fazer isso não enfermeira. Sexo só depois de casar. Sou da igreja, e você sabe né, tenho que casar virgem!</li>
</ul>
<p><em><strong>_____________</strong></em></p>
<ol>
<li><em>Ahhh&#8230; o caso é verdadeiro viu, como todos os outros!</em></li>
<li><em>Vivendo e aprendendo sempre!</em></li>
<li><em>Alguém vai na dieta da proteína aí?</em></li>
<li><em>E para quem ficou curioso, ela optou pela pílula. Levou algumas camisinhas para casa enquanto aguardaria o início do ciclo</em></li>
<li><em>Tem alguém virgem por ai? Já fez essa dieta?</em></li>
<li><em>Para os desavisados: sexo oral não engravida hein.</em></li>
</ol>
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		<item>
		<title>Cenas do cotidiano (01): exames</title>
		<link>http://www.pensosaude.com.br/2010/04/cotidiano01/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 21:04:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[exames]]></category>
		<category><![CDATA[neurologista]]></category>
		<category><![CDATA[paciente]]></category>
		<category><![CDATA[ressonância magnética]]></category>
		<category><![CDATA[resultado]]></category>

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		<description><![CDATA[Histórias do cotidiano]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Resolvi agora que vou postar os debates do dia-a-dia por aqui.<a href="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2010/04/duvida-nerd.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-343" title="cotidiano" src="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2010/04/duvida-nerd-150x150.jpg" alt="" width="120" height="120" /></a></p>
<p>Estava conversando com um amigo, revoltadíssimo. Vejam a cena. Ele apresentava sérios problemas de mobilidade dos membros superiores e dores insuportáveis na coluna, mais especificamente na cervical. O desconforto já irradiava pelos seus membros e começava a afetar a parte respiratória, alterando o ritmo das suas incursões.</p>
<p>Procurou um neurologista com urgência para realizar seu acompanhamento. Eis que no consultório, ele solta a pérola: havia sofrido uma queda importante há alguns dias, sendo a cervical uma das áreas mais comprometidas e traumatizadas nesse evento.</p>
<p>Seu médico, então, passou a suspeitar de uma possível herniação na área com compressão medular que poderia estar causando os referidos sintomas. Para confirmação diagnóstica, veio então o pedido: RESSONÂNCIA MAGNÉTICA.</p>
<p>O amigo, que não possuia a &#8220;comodidade&#8221; de um plano de saúde, contava apenas com o PlanSUS, teve que peregrinar para conseguir vaga e autorização para realização do exame. Sua angústia aumentava, o tempo passada, nada conseguia. Seus sintomas pioravam, ele somatizava e já passava a apresentar outros sinais, muito mais em decorrência do anseio da espera que propriamente vinculado ou relacionado com a possível área lesada.</p>
<p>Apelou, então. Teve que tomar alguns empréstimos e fazer um levantamento financeiro que fosse suficiente para pagar os R$ 1200,00 (sim, você leu hum mil e duzentos reais) que lhe desse a &#8220;oportunidade&#8221; de realizar seu exame de forma rápida e eficiente. Já sofrido pelo débito então contraído, teve ainda de suportar permanecer imóvel por mais de 50 minutos num aparelho que &#8220;só fazia zuada em seus ouvidos&#8221; (<em>ipsis litteris</em>).</p>
<p>Ávido pelo retorno ao seu médico, passou a pensar sobre as mais variadas hipóteses patológicas que poderiam estar o acometendo naquele momento ou das quais fosse um candidato em eleição. Abriu seu exame, via, via, lia, lia, mas nada entendia. Foi para internet aumentar ainda mais sua tensão. Dr. Google dizia coisas que iam desde uma correção cirúrgica até a possiblidade de paraplegia e óbito.</p>
<p>Ele era um poço de estresse. E seus sintomas pioravam, outros até surgiam. E não conseguia entender a relação que havia entre eles.</p>
<p>Consulta marcada, ele aparece uma hora antes do horário previsto. E, como vocês pensam que apenas médicos do SUS se atrasam, nesse consultório particular, teve que esperar por três horas e meia para enfim ser chegado seu o momento. Seu médico pegou logo seu exame, observava aquela tela preta no negatoscópio que nada lhe dizia e ficava ainda mais angustiado enquanto seu médico lia o laudo do perito e balançava a cabeça fazendo &#8220;umrum, umrum&#8221;.</p>
<p>Chegado o clímax, eis o diálogo então travado:</p>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;">Seu médico:</span> tenho uma notícia boa e outra ruim. Qual você quer primeiro?</li>
<li><span style="color: #ff0000;">O paciente:</span> a ruim, lógico!</li>
<li><span style="color: #0000ff;">Seu médico:</span> seus exames indicam que você passa por um período de estresse tremendo.</li>
<li><span style="color: #ff0000;">O paciente:</span> (<em>com cara &#8220;de que grande novidade&#8221;</em>) eu sei doutor, eu sei!</li>
<li><span style="color: #0000ff;">Seu médico:</span> mas a notícia boa é que seu exame não deu nada!</li>
<li><span style="color: #ff0000;">O paciente:</span> Não deu nada?????? (<em>espanto</em>)</li>
<li><span style="color: #0000ff;">Seu médico:</span> sim, não deu nada! Não há nenhuma lesão de cervical, seus sintomas são puramente de cansaço e estresse</li>
<li><span style="color: #ff0000;">O paciente:</span> QUE DROGA!</li>
<li><span style="color: #0000ff;">Seu médico:</span> (<em>surpreso</em>) não gostou da notícia?</li>
<li><span style="color: #ff0000;">O paciente:</span> Doutor, você sabe quanto custou esse exame? Você faz idéia do que eu passei para esse exame não dar nada!!!</li>
</ul>
<address><em>Um abraço ao amigo revoltado. Obrigado pela &#8220;divertida&#8221; história. Você ainda vai compreender que seu exame não ter dado &#8220;nada&#8221; é um bom sinal.</em></address>
]]></content:encoded>
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		<title>Medicamentos 03 &#8211; Polifármacia em Idosos: O que é isso??? Por Keila Maia</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Mar 2010 03:16:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Keila Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[Medicamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Consumo Medicamentoso]]></category>
		<category><![CDATA[Envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Reações Adversas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde do Idoso]]></category>
		<category><![CDATA[Senescência]]></category>

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		<description><![CDATA[
É muito comum que com o processo do envelhecimento surjam problemas de saúde, que se tornando crônicos levem as pessoas idosas a fazerem uso contínuo  e na maioria das vezes exacerbado de medicações , que nem sempre  são necessárias. E por outro lado, ocasionam uma série de reações adversas , levando ao surgimento de outros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2010/03/mãos-c-remédio.jpg"><img class="alignright" src="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2010/03/mãos-c-remédio-300x223.jpg" alt="" width="243" height="162" /></a></p>
<p>É muito comum que com o processo do envelhecimento surjam problemas de saúde, que se tornando crônicos levem as pessoas idosas a fazerem uso contínuo  e na maioria das vezes exacerbado de medicações , que nem sempre  são necessárias. E por outro lado, ocasionam uma série de reações adversas , levando ao surgimento de outros sintomas, e conseqüente uso de novas medicações para saná-las .</p>
<p>Para maior entendimento, é necessário compreender a definição de Polifármacia, bem traduzido por Papaléo (2005) como”  uso concomitante de fármacos,medida por contagem simples dos medicamentos ou como a administração de um maior número de medicamentos do que os clinicamente indicados.”</p>
<p>A ingestão maior de medicamentos  entre idosos ocorre com mais freqüência entre aqueles do gênero feminino ,nos  que vivem sem companheiro ou companheira . Sendo fatores facilitadores , o  fácil acesso a medicações ;a  baixa freqüência de uso de recursos não farmacológicos para o manejo de problemas clínicos;  as condições sócio-econômicas; compartilhamento de medicamentos entre parentes,amigos ou vizinhos . Este  último talvez  seja um dos fatores que contribuem de forma mais incisiva para a polifarmácia, instigada pela cultura errônea da auto-medicação.</p>
<p>A importância de abordar esta temática voltada ao idoso deve-se a maior vulnerabilidade  e menor tolerância ao consumo medicamentoso que o envelhecimento provoca , soma-se a isso as alterações biofisiológicas como aumento do pH gástrico, baixa motilidade gastrintestinal, redução de tolerância aos medicamentos  pela redução do volume do fígado ,diminuição do fluxo sanguíneo ,entre outros.</p>
<p>Sendo assim, faz necessário um diagnóstico correto dos problemas clínicos apresentados pelos idosos, e que estes não sejam confundidos com alterações próprias do envelhecimento (senescência) , o que levará as pessoas idosas ao uso adequado das medicações sem excessos.</p>
<p>Contribuiria também a mudança de postura das pessoas em geral, familiares,  cuidadores dos idosos, profissionais de saúde na prescrição desnecessária e na auto-medicação. Um exemplo positivo disso, advém da legislação sanitária e do Conselho de Farmácia para evitar a exposição nas farmácias e o fácil acesso a medicamentos que podem ocasionar reações indesejadas e desnecessárias  às pessoas.</p>
<p>E para os idosos que necessitam realmente do consumo  diário de um número  elevado de medicamentos, é importante a   realização de  avaliações regulares dos medicamentos usados   pela complexidade do regime posológico,custo e aderência ao tratamento. Cabendo também as equipes de saúde que acompanham os idosos a trabalharem de forma educativa com os próprios idosos, familiares e cuidadores para compreensão dos riscos  que estes correm ao uso excessivo de medicamentos, quando podem ser realizadas ações de cunho não medicamentoso que também podem ser aliadas no tratamento de problemas crônicos de saúde .</p>
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		<title>Medicamentos 02: As demandas do Ministério Público</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 20:52:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Medicamentos]]></category>
		<category><![CDATA[assistência farmacêutica]]></category>
		<category><![CDATA[elenco básico]]></category>
		<category><![CDATA[gestão]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério Público]]></category>
		<category><![CDATA[MP]]></category>
		<category><![CDATA[paciente]]></category>
		<category><![CDATA[profissional de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>

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		<description><![CDATA[Post sobre o fornecimento de medicações nos serviços públicos e as demandas do Ministério Público para garantia desse insumo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2010/03/comprimidos.gif"><img class="alignright size-thumbnail  wp-image-328" title="comprimidos" src="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2010/03/comprimidos-150x150.gif" alt="" width="105" height="105" /></a>Dando o continuidade aos post´s temáticos sobre Medicamentos. Tem muito a ser dito sobre medicamentos, especialmente na área da saúde pública.</p>
<p>Vou começar falando daquelas medicações que não fazem parte do “elenco básico” de medicamentos disponíveis na rede pública e que por vezes causam grandes problemas ao serviço, à gestão e principalmente ao paciente.</p>
<p>Observo que é uma crescente o número de demandas judiciais para garantir o fornecimento de alguns medicamentos. Constatações empíricas indicam uma relação do fato com problemas na logística desses medicamentos, no uso irracional e distribuição dessas drogas, nas prescrições desgarradas da realidade da assistência farmacêutica local, na complexidade dos casos que exigem insumos compatíveis ao tratamento (as vezes não existentes na rede) e relações até com a satisfação do trabalho do profissional (especialmente os prescritores) e da compreensão dos pacientes (ou da falta de informação).</p>
<p>No momento em que um paciente procura um serviço de saúde é porque ele precisa de uma “resposta” para algo que o incomoda, que o aflige e afeta diretamente a sua qualidade de vida e saúde. Tudo bem que nem sempre é assim, mas a maioria dos pacientes do SUS procura serviços “resolutivos” e a prescrição de um medicamento quase sempre provoca a sensação de satisfação e de “qualidade” desses serviços.</p>
<p>Isso chega a ser alvo de piadas na população em geral. Para muitos, profissional de saúde bom é aquele que passa remédios e exames, o resto é balela.</p>
<p>Por outro lado, o paciente quando de posse de uma prescrição, a famosa receita, fará de tudo para conseguir o seu medicamento atribuindo a essa aquisição importância tal qual a manutenção de sua vida (o que na maior parte dos casos realmente é). Exageros à parte, quem é profissional de saúde e/ou já trabalhou na gestão de serviços públicos de saúde sabe bem do que estou falando. Por vezes o sujeito não tem nada de complexo, sai dos consultórios com uma receita de vitaminas e moverá céus e terras para conseguir o seu medicamento.</p>
<p>Convém dizer que no nosso sistema de saúde público, boa parcela dos medicamentos já são distribuídos no ato da prescrição. Muitas unidades de saúde possuem em sua estrutura unidades de dispensação de medicamentos, em outras localidades, fica por conta da Assistência Farmacêutica garantir a forma como esse insumo vai ser fornecido, a sua logística e como acontecerá o contato com o público.</p>
<p>Mas, e quando o remédio prescrito não existe no chamado “elenco básico de medicações”?</p>
<p>E pior ainda, quando os indivíduos não têm grana para comprar! Aí começa o martírio. Deslocam-se até as secretarias de saúde, assistência farmacêutica ou outros órgãos de gestão do sistema para pedir o seu remédio e garantir o seu direito. São submetidos a situações esdrúxulas de humilhação para ter salvaguardado um direto que é seu, garantido e reafirmado pelos Pactos de Gestão, pela Vida e em Defesa do SUS mais recentemente.</p>
<p>Muitos pacientes são literalmente enrolados, não conseguem suas medicações. Outros fazem verdadeiros “barracos” e têm como última alternativa a procura do Ministério Público para forçosamente “obrigar” a gestão pública comprar e fornecer o insumo.</p>
<p>Essa via alternativa está em vertiginosa ascensão nos Estados e municípios. Se por um lado, garante o direito do cidadão, por outro, desorganiza o sistema, pois as demandas são variadas e de fontes diversas. Tem muitas pessoas que são atendidas em serviços particulares e encaminham demandas de compra via MP das suas receitas.</p>
<p>Essas compras de medicações não programadas, tem causado também forte impacto financeiro nas gestões municipais e criado um clima desagradável de disputa entre os governos municipais e Estaduais para ver quem arca com a conta.</p>
<p>Enquanto isso, o “elenco básico” básico de medicações vai tornando-se obsoleto. Muitos profissionais já não querem prescrever uma penicilina já que o paciente pode conseguir uma azitromicina (exemplo banal e fictício de como as coisas acontecem).</p>
<p>Ou seja, porque andar de Fusca se o sujeito pode brigar por uma Ferrari? <span style="text-decoration: line-through;">(acho que essa analogia foi pior ainda rsrs)</span>.</p>
<p>Alguns profissionais têm reclamado da listagem dos insumos ditos básicos. Afirmam que há patologias mais complexas e novos tratamentos medicamentosos que surgem constantemente, mas que as mudanças dentro dos serviços não acompanham a evolução da indústria farmacêutica. E isso tem limitado a ação profissional e reduzido o leque de opções para tratamento de patologias.</p>
<p>Conversando com um médico amigo meu, ela categoricamente afirma e defende a tese que a culpa das piadas com relação aos médicos sempre prescreverem a mesma coisa é boa parte dessa situação e limita-se sempre a um analgésico, um antiinflamatório, uma antibiótico e uma vitamina de quebra (sic). Há quem diga ao contrário, mas, essa é uma discussão para outro momento. (rs)</p>
<p>Sei que a situação é deveras complicada. Discussões e reorganizações dos serviços devem acontecer e permitir que as pessoas tenham acesso aos medicamentos como parte complementar da assistência que recebem nos serviços e assim torná-los mais resolutivos. E os usuários mais satisfeitos.</p>
<p>É mais do que hora de envolver o MP nessas discussões e fazê-los entender as dificuldades de todos os lados (dos usuários, dos profissionais e da gestão do sistema), ainda que isso não exima em hipótese alguma a responsabilidade dos organismos de gestão do Sistema Único.</p>
<p>O que não espero é que mais uma vez o usuário do serviço fique tolhido de ter acesso ao seu remédio (ainda que estejam listados ou não no elenco básico) e nem tenha que pagar a conta por isso. Já bastam nossos absurdos impostos.</p>
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