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  • Num grupo do facebook aberto pelo Enfermeiro Carlos Eduardo, deparei-me com esta interrogação indignada. O impulso de responder imediatamente foi interrompido por outros afazeres, o que me possibilitou analisar a coisa de forma mais aprofundada. Por isso, ao invés de afirmar uma série de coisas como faria, inicialmente coloco uma outra pergunta:

    E quer?

    Penso que QUERER é algo muito forte. Para se querer alguma coisa de verdade, é preciso conhecê-la, avaliar os pontos positivos e negativos e concluir: Eu quero! Do contrário, não é “querer”, é uma mera vontade. Vontade fraca, que dá e passa. Por isso que não acredito que muitos queiram ser enfermeiros, apenas têm vontade.

    Primeiro, porque nós, enfermeiros, pecamos muito quando o assunto é marketing profissional. Não sabemos fazer propaganda da profissão. Quando enfermeiras ou enfermeiros falam da Enfermagem, são bipolares: ou a fantasiam como algo divino, quase mágico, que sabem não existir (mas acham bonitinho falar), ou pintam como a pior desgraça dos universos, o inferno de Satanás elevado à vigésima potência, algo tão ruim que o ouvinte se pergunta: “E como consegue ainda estar na Enfermagem?”. É muito raro ouvir/ler algo que realmente pondere a situação da profissão de forma objetiva e inteligível. Sem saber exatamente o que faz um enfermeiro, fica difícil querer ser um.

    Além disso, há o segundo problema: sem acompanhar o cotidiano de um enfermeiro para descobrir por si mesmo como é o trabalho dele, o aspirante apenas idealiza, com o mínimo de razão, o que seria um enfermeiro, de forma superficial e estereotipada: é o “chefe” da equipe de enfermagem, que manda nos auxiliares e técnicos, veste branco, vive de pose, só escreve e manda fazer, cansa-se pouco porque não “pega no pesado” e, principalmente, ganha rios de dinheiro. O que me surpreende dentro deste folclore todo? Sobressaem-se nos discursos o “só faz mandar” e o “ganha bem”.

    Quando eu associo esses dois pontos, afirmo com toda convicção que não é possível querer ser enfermeiro pensando nisso. Em verdade, essa pessoa quer FACILIDADES e acha que ser enfermeiro atende a este critério. Por isso, não quer ser enfermeiro: apenas tem vontade de ser enfermeiro porque acredita que isso é sinônimo de facilidade.

    Aviso aos navegantes: ser enfermeiro não é nada fácil. Fácil é fazer um curso de enfermagem em uma faculdade qualquer que entrega um diploma a muitos que sequer passaram por uma vivência prática nos estágios. Esses que, com um diploma na mão, não conseguem aprovação nas seleções existentes e ficam por aí, desempregados, pedindo a um ou outro político uma oportunidade para trabalhar. Fácil é ter um diploma de enfermeiro, diante da péssima qualidade de muitas escolas de enfermagem existentes, da morosidade do MEC em fechar os cursos ruins e da facilidade do mesmo Ministério em autorizar a abertura de novos cursos.

    Difícil é coordenar uma equipe multiprofissional com competência (mediando os conflitos interpessoais que surgem o tempo todo), saber tratar um paciente com dignidade e respeito até nos últimos segundos de sua vida e manter a provisão de insumos e equipamentos de uma unidade de saúde ou clínica, simultaneamente.

    Difícil é respirar fundo e se despir de todos os preconceitos pessoais para atender a prostituta, o travesti, o bandido sem transferir a eles qualquer sentimento que não seja necessário para o exercício do “cuidar de uma vida”.

    Difícil é ter que interromper o plantão para tomar banho por estar encharcado de sangue, fezes ou vômito após um procedimento eletivo ou atendimento de emergência. Difícil é ter que gerenciar o espaço para dez pacientes numa clínica com cinco leitos, fazendo malabarismos e comprando briga para manter o funcionamento do setor minimamente sustentável, e ainda escutar as reclamações dos familiares como se a governabilidade sobre a macropolítica do sistema de saúde fosse exclusivamente sua.

    Difícil é sair da redoma dos consultórios e enfrentar a vida das pessoas como ela é, visitando seus lares (ou meras moradias), descobrindo que não está pisando em lama, mas em fezes porque naquela periferia não há esgotamento sanitário. É se envolver com problemáticas sociais que estão muito além do processo “doença-tratamento/cura”, mas que condicionam de maneira ímpar o processo “qualidade de vida”.

    Difícil é remar contra a maré num sistema que historicamente valorizou apenas uma categoria da equipe multiprofissional e que tenta, de todas as formas, manter esse desenho mesmo diante do colapso flagrante que se vê após a mercantilização daquela categoria.

    Difícil é ter que conjugar cargas horárias de serviços pesadíssimas para dar conta dos compromissos financeiros, dos livros e dos cursos de pós graduação que se tornaram indispensáveis, e lembrar que todo o trabalho feito deveria ser melhor remunerado.

    Ser Enfermeiro é ser capaz de enfrentar todas essas dificuldades (e outras que não pude abordar por falta de espaço) e de se manter no grupo. Não por sermos masoquistas, mas por sermos viciados em desafios, por entendermos que o cuidado humano é indispensável e por acreditarmos que as engrenagens movidas por nós de forma quase invisível mantêm muito daquilo que chamamos sistema de saúde, seja público ou particular.

    Somos Enfermeiros porque conseguimos vislumbrar que a busca pela melhoria da qualidade de vida de nossas comunidades é algo superior, que suplanta as dificuldades do nosso cotidiano.

    Enfermeiros formam uma corrente semelhante à energia elétrica: estamos presentes nas vidas de todos, mas apenas os frutos do nosso trabalho são visíveis. Na maioria das vezes, apenas a nossa ausência é percebida.

    Portanto, se você gosta de pose e quer confetes, afaste-se da Enfermagem. O Brasil não precisa de mais enfermeiros. Precisa apenas de enfermeiros com competência técnica, responsabilidade ética e compromisso social. A Enfermagem Brasileira precisa de pessoas que queiram enfrentamentos, desafios, que não se acomodem e que não desistam diante de sucessivas negativas.

    Por isso, precisamos de pessoas honestas, que trabalhem com vontade, que gostem de pessoas, de ciência e de qualidade. Querer vestir branco não é o suficiente.

    Caro Carlos Eduardo, muito obrigado por ter provocado a elaboração destas linhas. Ficaria feliz se as pessoas realmente quisessem fazer Enfermagem porque isso significaria um salto qualitativo muito grande em nossa sociedade. Mas, infelizmente, isso não é verdade.

    Alexandro Gesner

    “Vamos ao trabalho!
    E só há uma maneira de fazê-lo
    Direito, bem feito,
    Senão é melhor nem começar.”

    Titãs

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  • “Quem escreve quer ser lido”, é o que muitos repetem por aí. Mas além de ser lido, quem se dedica a publicar o que pensa também fica muito feliz ao ver as manifestações dos leitores, as opiniões contrárias, os agradecimentos e congratulações.

    Com a equipe do PensoSaúde também é assim: valorizamos cada comentário, cada encaminhamento, porque é justamente este um dos nossos objetivos: promover reflexões a respeito dos diversos temas abordados aqui.

    Por isso, publicamos hoje um feedback da Enfermeira Rafaela Rodrigues que, provocada pelo texto Salários, concursos e dona Maria (recebido por e-mail), enviou-nos sua produção, cuja socialização foi prontamente autorizada.

    Nossos sinceros agradecimentos a Rafaela e um grande abraço ao pessoal de Recife-PE, onde atua.

     Apreciem sem moderação:

     

    Valorização profissional começa por nós mesmos
    realizando com consciência e perseverança
    uma atitude rebelde diante dos dogmas
    irreverente diante dos problemas
    com formosura e maestria na prestação dos cuidados
    no tocar
    no sentir o outro
    Ser Vivo
    como nós
    paciente
    mulheres
    idoso
    equipe
    fazendo a coisa mais a frente
    acontecer
    e vai desabrochando
    fazeres que de tão velhos são novos
    por que merecemos respeito
    todos!

    Ampliando os horizontes
    a nossa práxis
    descobrindo que realmente
    somos
    essência
    Cuidado
    educa ação
    coletividade.

    A luta do cotidiano
    explorando as curas
    quânticas
    milenares
    tecnológicas
    espirituais

    A força das mãos
    da voz
    do toque
    da união

    ErêrêreeÊ rerÊ!

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  • Recentemente recebi um e-mail que denunciava um concurso em cidade baiana que remunerava muito mal o Enfermeiro. Numa mistura de raiva e angústia, o/a autor/a, que não consegui identificar, chamava a atenção dos colegas para aquele absurdo. Dizia mais ou menos isso:

    “Gente, por favor, divulguem… Isto é uma aberração…

    É um desrespeito ao profissional enfermeiro que trabalha em função do bem estar do individuo,  realizando cuidados que primam pela promoção, prevenção, recuperação e tratamento de agravos e doenças crônicas, com uma carga horária tão exaustiva e a cada dia o mercado de trabalho vem oferecendo salários cada vez mais vergonhosos…vamos nos mobilizar! Cadê o nosso Conselho? Vamos cobrar uma atitude urgente dele! Assim não pode ficar! Quem está já com seu empreguinho pensa que não será atingido com essa desvalorização profissional que o mercado vem proporcionando… mero engano! Pois vejam as  prefeituras que têm a cara de pau de oferecer salários abaixo de R$1000,00; agora a Prefeitura de LAURO DE FREITAS passou dos limites, vejam tabela que copiei do edital:

    FUNÇÕES

    VAGAS

    VAGAS Port.Def.

    CARGA HORÁRIA SEMANAL

    PRÉ – REQUISITOS E ESCOLARIDADE MÍNIMA

    VENCIMENTO

    TX INSCRIÇÃO

    Enfermeiro

    15

    02

    40 h

    Graduação em Enfermagem e Registro no Conselho Profissional

    R$ 759,27

    60,00

    Vejam no endereço:  http://www.pciconcursos.com.br/concurso/prefeitura-de-lauro-de-freitas-ba-634-vagas

    Enviem esse e-mail a todos, divulguem em todas as redes sociais, procuremos ajuda, socorro!
    Vamos nos mobilizar enfermeiros, sejamos mais unidos… façamos algo, pois somos muitos e se nos unirmos teremos um enorme poder nas mãos…

     

    Com o objetivo de enriquecer o debate, elaborei algumas reflexões e distribuí via e-mail. As repostas foram interessantes e o amigo Wagner Alves sugeriu que eu trouxesse o debate também para o Penso. Sendo assim, segue o texto abaixo para que possamos ampliar a conversa. Agradeço mais uma vez a Wagner pelo espaço.

    ___

    Eu vou me aposentar e essas coisas continuarão acontecendo. Porém, não fujo de algumas considerações.

    1) A desvalorização salarial do profissional é preocupante? Sim, concordo. Mas vamos discutir quem realmente está desvalorizando quem?

    Deixemos de hipocrisia! Não é a Prefeitura de Lauro de Freitas que está desrespeitando ninguém. Ela age, assim como qualquer outra empresa, baseada na lei da oferta e procura: se há muitos “Portadores de Diploma de Enfermagem (PDE)” na praça (sim, porque ser Enfermeiro, em essência, requer não apenas um diploma), derrubaremos os salários que ainda assim seremos procurados. Se fossem profissionais raros, teríamos que majorar os salários e oferecer melhores condições de trabalho. Não esperem que esse raciocínio mude.
    “Mas e a qualidade, Alexandro, como fica?” Na real? Não fica. A maior parte das empresas públicas não vem se preocupando com a qualidade, pois enxergam a vaga de enfermeiro, técnico de enfermagem, médico, dentista, etc. apenas como uma mera vaga a ser ocupada. Inicialmente não importa se o candidato é bom. Basta ter o diploma/certificado.
    Digo isso porque um ser que dê valor a tudo aquilo que o seu diploma significa nunca fará um concurso que pagará R$759,00 por 40h de trabalho do Enfermeiro. Só se submeterão ao processo aqueles que estão desempregados, sem perspectiva de avanços, entupidos de insegurança diante de maiores concorrências por empregos melhores (concurso de SSA, p.e.) e, claramente, sem um pingo de auto-estima profissional. Agressivo? Talvez. Mas necessário.
    Será que os desrespeitadores são mesmo as empresas, as Secretarias de Saúde? Não acredito. Quem realmente desrespeita as/os Enfermeiras/os dignas/os são os PDE que se prestarão a fazer essa prova, assim como aconteceu em Cachoeira.

    2) A velha onda do “Vamos nos mobilizar!”

    Essa é interessante. Volta e meia circula um e-mail que sugere mobilização, paralisação, etc. O último foi sobre uma paralisação no dia cinco de agosto. Mas paralisar para mostrar o valor do trabalho de quem precisa parar para ser “percebido” é um dos mais lindos paradoxos que já vi. É falacioso. Acredito que o caminho seja exatamente o inverso. A Enfermagem não precisa de paralisações desarticuladas, num movimento sem robustez (inclusive, atribuíram indevidamente à ABEn a autoria do manifesto). A Enfermagem Brasileira precisa, antes disso, de AÇÕES QUALIFICADAS, exercidas por profissionais com competência técnico-científica, responsabilidade ética e compromisso social. O Ato do Enfermeiro deve ser repleto de significância para aquele que é cuidado, seja na assistência, no ensino ou na pesquisa (sim, construir conhecimento para o cuidado também é cuidar). Este Ato do Enfermeiro deve transferir a quem o presencia toda a imprescindibilidade que lhe é própria e deve deixar claro que quem realizou foi o/a Enfermeiro/a. É o marketing sobre o qual escreveu a professora Teresinha Trocoli? Sim, mas é o marketing aplicado, inerente à prática tanto na vivência da soberania clínica, defendida por Margot, quanto nas diárias lutas políticas (mas não partidárias) de Adroaldo. Só haverá mudanças significativas de dentro para fora. Hoje as equipes de Enfermagem são os sustentáculos dos serviços de saúde (e de doença também), mas a sociedade em geral ainda não percebe esta importância. Por que isso acontece? Culpa do sistema? Bah! Só é culpa do sistema se admitirmos que O SISTEMA SOMOS NÓS.

    3) Onde estão os Conselhos?

    Antes desta pergunta, deveriam perguntar “Onde está o Ministério da Educação?” quando o assunto é a abertura de novos cursos numa relação inversamente proporcional à qualidade dos mesmos: quanto mais cursos, pior a qualidade. Li que o COFEN agora terá uma participação maior na abertura e certificação de novos cursos. Isso é extremamente importante, mas vale outra discussão.
    Os Conselhos estão nos seus lugares, porém regular salários não é atribuição dos mesmos. Vamos estudar mais, gente? Pergunta: quem dos senhores denunciou formalmente infrações éticas (incluindo-se exercício ilegal da Enfermagem) aos Conselhos? Quem ficou insatisfeito com as respostas obtidas? Isso sim é parâmetro para a avaliação do Conselho. Aborreço-me quando vejo colegas reclamando do COREN quando nunca, NUNCA, fizeram uma denúncia sequer, nunca requisitaram a presença do Conselho em nada. Não tem lógica.
    Às vezes acho que é raiva por pagar anuidade. Só pode. Quando uma coisa não dá certo, a culpa é do Conselho que só aparece pra “pegar meu dinheiro da anuidade”. Mas se pagar anuidade é obrigação do profissional, pra que se tornou um, se não queria pagar?
    Quero maior ação do Conselho, sim, naquilo que é de sua governabilidade: Apurem adequadamente as infrações éticas, cassem aqueles que exercem a enfermagem ilegalmente, suspendam dos serviços aqueles que não sejam dignos de permanecerem no grupo, não permitam que os PDE incapazes de contribuir para o avanço da profissão permaneçam em campo.

    4) Por que esse desespero?

    Gente, o edital está aí, mas não é obrigado fazer a prova. Não precisa desespero. Concordo com a divulgação do caso para chamar a atenção dos colegas, assim como fizeram com o concurso de Cachoeira, através desta ferramenta interessantíssima que é a internet. É o que podemos fazer: Boicotar esses concursos e processo seletivos.
    Queria muito que não houvesse inscritos ou que os poucos inscritos fossem eliminados por baixa qualificação. Mas é apenas um grito no deserto. Haverá inscritos, aprovados e empossados. Muito provavelmente iniciarão um trabalho que, com o tempo, será realizado sem a qualidade necessária porque “o que me pagam é muito pouco para eu me estressar.” O Prefeito e a Secretaria de Saúde receberão queixas e dirão: “Mas com esse salário, nem vale a pena demitir.” E fim. Repetirão o discurso do “eles fazem de conta que me pagam e eu faço de conta que trabalho”, desqualificando tanto o Sistema Único de Saúde quanto a profissão.
    E aí num belo dia, dona Maria, lavadora de roupa, vai ouvir na rádio que os Enfermeiros fizeram uma paralisação de 24h em defesa de melhores salários e melhores condições de trabalho. Neste dia, dona Maria, moradora de uma cidade pertinho de Salvador, vai falar com a vizinha, em tom de desabafo:
    “Oxente! Pra atender mal do jeito que a enfermeira do posto fez comigo ontem, devia era suspender o salário que ela recebe! Os pacientes devem ter agradecido por ela não ter trabalhado hoje nessa greve!”

    E você, Enfermeiro/a que se dedica, estuda e que não esqueceu o Juramento que fez?
    Que marca está deixando nas donas Marias de quem cuida todos os dias?

    Imagens disponíveis na internet.

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  • Em dias de discussões sobre piso salarial e redução da carga horária, acredito nisto:

     

     

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  • Essa foi uma chamada da revista Isto É. Uma enfermeira, e ainda por cima cubana, arrematou um apartamento na Barra da Tijuca, no condomínio luxuoso Golden Green, por nada mais que R$ 13,6 milhões em apenas 763 metros quadrados. Esse apartamento era do espólio do empresário Jair Coelho, conhecido como “Rei das Quentinhas”.

    O nome da Enfermeira: Tama Suarez Silva Nascimento.

    Para os desavisados, já pesquisei a vida dela no Google, e nada!

    E os colegas sempre reclamando da Enfermagem, todos dizendo que vão mudar de profissão. Acho que vocês deveriam morar um tempo em Cuba…

    E o Fidel hein? Acho que vai ter que colocar as barbas de molho….  Essa história ainda vai dar o que falar.

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