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	<title>PENSO &#187; google</title>
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	<description>Discutindo saúde</description>
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		<title>Será o Dr. Google o vilão da área médica?</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 20:48:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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		<category><![CDATA[Google Health]]></category>
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		<description><![CDATA[Mais uma vez minhas previsões sobre o domínio do mundo pela Google estão se concretizando! Já vinha discutindo isso com alguns colegas e falava que a área de saúde ainda era um &#8220;mercado&#8221; não especulado pela Google. Pois bem, não era mais. Duas novas vertentes estão causando dor de cabeça na área médica e sendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" title="Dr. Google" src="http://2.bp.blogspot.com/_AgU1JDQvr9M/SaA9tjQJKII/AAAAAAAACVg/cZvKokMwVwU/s320/dr.+google.jpg" alt="" width="224" height="185" />Mais uma vez minhas previsões sobre o domínio do mundo pela Google estão se concretizando! Já vinha discutindo isso com alguns colegas e falava que a área de saúde ainda era um &#8220;mercado&#8221; não especulado pela Google.</p>
<p>Pois bem, não era mais. Duas novas vertentes estão causando dor de cabeça na área médica e sendo motivos de polêmicas e discussões: o lançamento do Google Health (<a title="Google Health" href="https://www.google.com/health" target="_blank">aqui</a> e <a title="Matéria Dr. Google" href="http://www.plugbr.net/google-health-pergunte-ao-dr-google/" target="_blank">aqu</a>i) e o surgimento do &#8220;paciente expert&#8221; (<a title="paciente expert" href="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1312721-5606,00.html" target="_blank">aqui</a>) e do cybercondríaco.</p>
<p>Vislumbrando que a área de saúde tem um grande potencial para crescimento, a Google <a title="Blog Google Health ADS" href="http://google-health-ads.blogspot.com/" target="_blank">lançou um blog</a> e passou bom tempo coletando informações de saúde dos usuários, o que mais procuravam na rede e como manipulavam as informações obtidas. Isso permitiu a empresa perceber a necessidade de se aglutinar as informações de saúde das pessoas num lugar de fácil acesso e evitar inclusive que o histórico de saúde de cada uma fosse perdido com o decorrer dos anos.</p>
<p>A plataforma do Google Healht (ainda sem versão para o português) permite que os usuários com login Google cadastrem e lancem as informações do seu histórico, descrevam seu perfil de saúde, importem recordações e históricos médicos de outros serviços ligados à rede e, além de oportunizar a busca por serviços e clínicas disponíveis, traz ainda a possibilidade de encontrar profissionais que, por ventura, poderão realizar orientações e &#8220;intervenções&#8221; de saúde, com base nas informações disponibilizadas na plataforma.</p>
<p>Essa ferramenta da Google aumenta ainda mais a angústia de profissionais de saúde comprometidos. Tem sido cada vez mais comum pessoas leigas na área e pacientes realizarem procedimentos ou automedicação baseados puramente em pesquisas realizadas na rede. Pessoas com esse tipo de atitude tem sido chamadas de &#8220;paciente expert&#8221; ou &#8220;cybercondríacos&#8221;, que dispensam o atendimento e acompanhamento de profissionais qualificados e dão &#8220;credibilidade&#8221; a orientações retiradas de mecanismos de pesquisa, por vezes de conteúdo de carater duvidoso ou sem algum embasamento técnico-científico.</p>
<p>Esse é um bom exemplo de que nem sempre inserção de tecnologias na área de saúde agregam valor ou promovem o crescimento. Percebam ainda que essa preocupação surge exatamente num <a title="Relação médico paciente abalada" href="http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL709052-5603,00-DESCONFIANCA+MOSTRA+ABALO+NA+SAGRADA+RELACAO+MEDICOPACIENTE.html" target="_blank">momento de fragilidade da relação médico &#8211; paciente e que tem sido também alvo de discussões</a>, o que não colabora em nada para o resgate da credibilidade e confiança dessa relação.</p>
<p>Imaginem então a situação: o sujeito acha que está com algum problema de saúde e no Google Health encontra o &#8220;seu doutor&#8221; que prescreve alguns exercícios e medicamentos do qual esse sujeito faz uso de forma incondicional. Dias mais tarde, esse mesmo sujeito é alvo de uma importante reação anafilática que o leva ao serviço de emergência e horas mais tarde, esse mesmo paciente vai a óbito. Tudo isso porque no seu histórico de saúde, que é alimentando indivualmente, não costava a informação que &#8220;o sujeito&#8221; era alérgico exatamente ao medicamento que fora prescrito pelo &#8220;seu doutor&#8221;.</p>
<p>Cenas como essa e outras (usem a imaginação) poderão ocorrer com freqüência se essa prática não for controlada e monitorada.</p>
<p>Creio que ninguém é contra a utilização de tecnologias como essa, pois são importantes incrementos para a evolução das práticas na área de saúde. O que preocupa é a visão e o direcionamento que essas ferramentas tomam, pois são sempre utilizadas para atender a fins específicos sem observar as conseqüências que podem acarretar na população em geral.</p>
<p>Já ouvi relatos de pessoas amigas que é muito mais fácil e simples procurar por orientações do &#8220;Dr. Google&#8221; quando existe tanta dificuldade em acessar serviços, especialmente os de saúde pública. Ademais, outros ainda argumentam que as consultas com os profissionais tem sido cada vez mais curtas e frias, sem a sensibilidade e a atenção necessárias por parte dos profisisonais, para garantir boa adesão ao tratamento e orientações dispensadas.</p>
<p>É importante perceber que alternativas como o Google Health / Dr. Google só ganham espaço especulando as fragilidades existentes no sistema quanto a acessibilidade a serviços e insumos e pela baixa credibilidade dada pela população aos profissionais e a serviços puramente técnicos sem nenhuma estratégia de acolhimento.</p>
<p>Faço esse relato por fim para que o foco não seja perdido. Não adianta tentar lutar contra as tecnologias, elas virão. É necessário resgatar valores, dinfundí-los nas comunidades e os tornar fortes, sólidos. Por enquanto, tecnologia alguma substitui a sensibilidade de ter diretamente com o profissional de saúde.</p>
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