• Início
  • A Equipe
  • Contato

PENSO

Discutindo saúde
Twitter

Agenda

setembro 2010
S T Q Q S S D
« ago    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930  

Tags

1808 aids alzheimer blog Brasil Brasil Colônia Canadá comentários compromisso profissional Cotidiano Curiosidade detecção precoce educação educação continuada educação em saúde educação física educação permanente Envelhecimento epidemiologia EUA eutanásia gestor gestão google história da saúde humanização humor mamografia Medicamentos medicina meios de comunicação MP paciente PENSO profissionais de saúde Ray Gosling saúde saúde coletiva Saúde do Idoso saúde pública serviços de saúde sexo sistema de saúde SUS tripartite

Últimos comentários

  • Wagner Alves em De nada, Ministério!
  • Ministério da Saúde em De nada, Ministério!
  • André Costa em Cyanide and Happinnes
  • Ministério da Saúde em Cyanide and Happinnes
  • Priscilla em Cyanide and Happinnes
  • Ministério da Saúde em Perder tempo com assistência humanizada pra quê?
  • Tweets that mention PENSO » Arquivo do Blog » Dor de barriga não é para o SAMU -- Topsy.com em Dor de barriga não é para o SAMU
  • Lucimary em Perder tempo com assistência humanizada pra quê?

Artigos mais lidos

Em edição

Arquivo

  • setembro 2010 (1)
  • agosto 2010 (1)
  • junho 2010 (1)
  • maio 2010 (4)
  • abril 2010 (1)
  • março 2010 (4)
  • fevereiro 2010 (6)
  • janeiro 2010 (3)
  • dezembro 2009 (4)
  • novembro 2009 (3)
  • outubro 2009 (3)
  • setembro 2009 (4)
  • maio 2009 (1)
  • fevereiro 2009 (1)
  • janeiro 2009 (3)
  • novembro 2008 (1)
  • outubro 2008 (2)

Administração

  • Login
  • Posts RSS
  • RSS dos comentários
  • WordPress.org
  • 29jun

    Perder tempo com assistência humanizada pra quê?

    humanização 6 Comments

    Nessa semana de ócio produtivo de festividades juninas, em meio a recordações e necessidade de discussão, encontro um texto de uma amiga datado de mais ou menos 10 anos e escrito enquanto ainda éramos acadêmicos de enfermagem no auge da nossa necessidade de formação qualificada, de desejo de mudança, de luta pela assistência humanizada. Reduzo-me nesse momento a simplesmente apresentar o texto que se segue abaixo. Boa reflexão a todos!

    ——–

    Leito 13, portador de câncer de pulmão, com feridas nas pernas, febril, mucosa oral alterada, com dificuldade respiratória, pele amarelada. Filho de dona Maria, irmão de Joana, casado com Filomena, pai de José, ansioso, com medo. Medo da morte, de deixar o filho recém-nascido nesse mundo cruel e tão desumano. Almejando carinho, um toque, atitudes remotas nesse contexto onde a identidade das pessoas é o leito, a enfermidade. Onde o escutar atento e o olhar são substituídos por procedimento, simples técnica, pensando os executores que, dessa forma, “fazendo”, “estão com” os pacientes.

    Nessa esfera, onde nos vêem apenas como “aquele que tem câncer”, ser irmão, pai, com problemas não só orgânico, mas de desemprego, familiar, enfim SER parece-me algo tão longínquo, obsoleto. Aqui soa como defeito. Defeito? Estabelecer um diálogo verdadeiro, atento, um olhar que diz “oh, estou como você”, ouvir as minhas interrogações e não fugir das respostas que  tanto anseio, agora tornou-se defeito. Meu Deus! Também, perder tempo com assistência humanizada pra quê? Afinal, tempo, segundo os racionais, é dinheiro.

    Hoje, sou eu, com câncer, amanhã será o cardíaco, depois será… Até o dia em que você, que agora na condição de assistir, nega uma atitude mais amorosa, mais humana, e que depois poderá estar implorando por tudo aquilo que eu desejava de você, mas que não permitiu que eu tivesse. Que angústia sinto ao defrontar-me com o paciente no leito, sofrendo e implorando pelo fim da sua agonia, clamando pelo fim da falta de ar, pelo término da dor no peito e por um copo de água que não pode mais ingerir pela presença de um edema acentuado. Sofro por não poder desempenhar melhor a minha atividade, por não prestar uma assistência mais qualifica, por não saber sistematizar aquela assistência que tanto esse paciente implora e necessita. E, ao presenciar essa antesala do inferno, sofro mais ainda.

    Sofro pela falta de orientação por parte dos “grandes mestres” que cruzaram (e ainda cruzam) a minha vida acadêmica e que apenas passaram por mim, sem ao menos dizer assim: oh existe uma coisa chamada Processo de Enfermagem, viu? E são esses os responsáveis por nós, futuros enfermeiros que promoverão saúde e suprirão as necessidades de saúde da comunidade. E o ciclo provavelmente continuará se repetindo, porque hoje estamos aqui, ainda sem saber o que significa Fazer Enfermagem, sem ainda saber qual a parte que nos cabe nessa árdua missão de promover saúde, sem saber quais são os nossos reais campos de atuação, sem saber, sem saber…

    Mas amanhã poderemos estar do outro lado, apenas reproduzindo o que hoje aprendemos e vivenciamos na qualidade de aprendizes. E o ciclo tornar-se vicioso. E quem mais sofre? Aquele paciente, que se encontra no leito, dispnéico, com dores únicas, pedindo água, enquanto nós, que não fomos informados sobre como detectar as suas necessidades, sobre como implantar uma medida mais eficaz e direcionada para aquele problema, continuamos impotentes diante daquele sofrimento. É patético quando recebemos informações do tipo “a sonda vesical, que possui funcionamento perfeito”, constituindo-se em problema, quando o verdadeiro problema é o temor da morte, é a ansiedade, é a auto-imagem afetada que toma conta do paciente e que, fielmente, sem questionar, acreditamos que são problemas menores ou sem importância diante da presença da sonda vesical.

    Que excelentes profissionais! Criados e acostumados com a pedagogia da transmissão. Não questionamos, apenas aceitamos o que vem de forma vertical, “de cima”. Assim realmente somos excelentes profissionais, pois preenchemos as exigências do sistema, aquele que dita as regras e nós apenas cumprimos com rigor britânico ou como os robôs do Japão, se assim preferir. Também, questionar como? Se não nos lançamos na busca do conhecimento, se não somos ávidos por informações, se não procuramos possuir subsídios para questionamentos consistentes, com fundamentos? Enquanto não possuirmos conhecimentos, não poderemos “cobrar serviço” de qualidade da outra parte. Por outro lado, enquanto os “orientadores” também não estiverem predispostos e menos resistentes a mudanças na metodologia do ensino, o ciclo continuará e quem realmente continuará sofrendo, cada vez mais próximo do fim, será aquele paciente, lembra?

    Texto gentilmente cedido por Geysa Gois, ENFERMEIRA com letras garrafais que tive o prazer de conhecer e compartilhar daquela fase de tantas discussões calorosas e enriquecedoras e que até hoje a tenho como parte de minha vida. Saudades dos nossos tempos de DA.

    * Dedico aos meus alunos do PET


    Publicado por Priscilla Sousa @ 23:35

    Tags: acolhimento, assistência, humanização

  • 05jan

    Somos humanos?

    Enfermagem, gestão da saúde, saúde 1 Comment

    bebequercolinho

    Para começar o ano, nada melhor que refletir sobre as práticas cotidianas. Nesta época quase todos estão cheios de promessas, objetivos e planos que geralmente têm uma finalidade: tornar as pessoas e/ou as relações (pessoais e profissionais) melhores.

    Nós, profissionais de saúde, também fazemos isso. O interessante é que, no que se refere ao trabalho, as conversas entre colegas muitas vezes se repetem no seguinte ponto: sempre lembramos que a relação com o paciente e com os parceiros de equipe pode e deve ser melhorada. Mas o que fazemos durante o ano para alcançar a tão aclamada humanização da assistência?

    Em dezembro passado, participei do Encontro Macrorregional de Humanização, realizado pelo pessoal do HumanizaSUS / Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, na cidade de Jacobina. Nele pudemos discutir diversos aspectos relacionados ao assunto e ficou bastante claro que cada profissional de saúde, mesmo com todas as dificuldades do cotidiano, é capaz de mudar um pouco a sua realidade, desde que esteja atento às suas ações. É possível respeitar mais, ser mais tolerante, mais gente. Às vezes nos perdemos em meio às cobranças dos gestores, tratamos pacientes como procedimentos ou convertemos seres humanos em números. Mas quando esses erros passam a ser a regra, algo está inadequado.

    Passamos 12 meses do ano correndo de olho no relógio, preocupados com a famigerada produtividade, prazos e com o alcance das metas. Aos poucos ganhamos distância do motivo real de tudo aquilo que praticamos: o ser humano. A cobertura vacinal não é apenas um percentual. Aqueles números representam pessoas que estão protegidas de doenças imunopreveníveis. Crianças, adultos e idosos de quem estamos cuidando. Nossas ideias, relatórios, técnicas não devem nascer para o alcance de um número. Devem existir para alcançar pessoas.

    Parece bobagem, redundância, mas não é. Este exercício de “reconstrução” dos conceitos deve ser uma prática cotidiana. Talvez assim possamos resgatar parte da motivação perdida ao longo da história. Chamar o indivíduo pelo nome, escutá-lo um pouco mais em cada consulta, apertar sua mão ao se despedir… Será preciso Pós-Graduação ou alta tecnologia para isso?

    “Por humanização entendemos a valorização dos diferentes sujeitos implicados no processo de produção de saúde: usuários, trabalhadores e gestores. Os valores que norteiam essa política são a autonomia e o protagonismo dos sujeitos, a co-responsabilidade entre eles, o estabelecimento de vínculos solidários, a construção de redes de cooperação e a participação coletiva no processo de gestão.” (BRASIL, 2008)

    Lendo esse excerto posso suspeitar que muitos profissionais acabam reproduzindo o tratamento que recebem. É perceptível que, em geral, o trabalhador não está sendo cuidado da forma adequada: Más condições de trabalho, políticas de Saúde do Trabalhador incipientes ou não implementadas e vínculos empregatícios precários são alguns pontos que contribuem para sua insatisfação. O que dizer do Prefeito que demitiu Enfermeiras que se recusaram a dançar e rebolar sobre um trio elétrico? Não quero dizer que isto autorize o profissional a desrespeitar o paciente. Mas rompe o vínculo solidário e facilita a queda na qualidade da assistência.

    Sendo assim, fica clara a complexidade da questão, já que envolve mudanças de práticas em diversos níveis. Mas é preciso agir. Trago todos à reflexão:

    O que cada um tem feito em seu microespaço para humanizar a assistência e as relações de trabalho? Será que mudamos nossa postura em relação ao que fazíamos em janeiro do ano passado? Pensemos.

    Assim, desejo que em 2010 a nossa ação faça muitas coisas evoluírem. Que tenhamos sempre em mente o nosso compromisso com as pessoas e, consequentemente, possamos ser humanos novamente.

    humaniz

    Referência

    BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. HumanizaSUS: Documento base para gestores e trabalhadores do SUS / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. 4. ed. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2008. 72 p.: il. color. (Série B. Textos Básicos de Saúde)

    Publicado por Alexandro Gesner @ 0:03

    Tags: humanização, profissionais de saúde, SUS

   

Posts Recentes

  • 09-07-2010
    De nada, Ministério!
  • 08-18-2010
    Cyanide and Happinnes
  • 06-29-2010
    Perder tempo com assistência humanizada pra quê?
  • 05-16-2010
    Cenas do cotidiano (03): Grávida, eu?
  • 05-11-2010
    Tirinha… Remédio para hipertensão

Comentários Recentes

  • Wagner Alves
    Opa... mais rápido do que eu imaginava. Na verdade caro MS, ...
  • Ministério da Saúde
    Wagner, Você está certo. O Ministério da Saúde tem sim q...
  • André Costa
    A intenção era remover o câncer, ou mudar o sexo do indivídu...
  • Ministério da Saúde
    Não conseguiu vacinar seu filho? A vacina contra a paralisia...
  • Priscilla
    Feliz com o seu retorno! Aguardo ansiosa pelos novos textos....
© 2010 Todos os direitos reservados. Entradas RSS ComentáriosRSS Login CMS de Código Aberto