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	<title>PENSO &#187; profissionais de saúde</title>
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	<description>Discutindo saúde</description>
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		<title>Somos humanos?</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 02:03:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandro Gesner</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[gestão da saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[humanização]]></category>
		<category><![CDATA[profissionais de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>

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		<description><![CDATA[Para começar o ano, nada melhor que refletir sobre as práticas cotidianas. Nesta época quase todos estão cheios de promessas, objetivos e planos que geralmente têm uma finalidade: tornar as pessoas e/ou as relações (pessoais e profissionais) melhores. Nós, profissionais de saúde, também fazemos isso. O interessante é que, no que se refere ao trabalho, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2010/01/bebequercolinho-300x219.jpg" alt="bebequercolinho" width="300" height="219" /></p>
<p style="text-align: justify">Para começar o ano, nada melhor que refletir sobre as práticas cotidianas. Nesta época quase todos estão cheios de promessas, objetivos e planos que geralmente têm uma finalidade: tornar as pessoas e/ou as relações (pessoais e profissionais) melhores.</p>
<p style="text-align: justify">Nós, profissionais de saúde, também fazemos isso. O interessante é que, no que se refere ao trabalho, as conversas entre colegas muitas vezes se repetem no seguinte ponto: sempre lembramos que a relação com o paciente e com os parceiros de equipe pode e deve ser melhorada. Mas o que fazemos durante o ano para alcançar a tão aclamada humanização da assistência?</p>
<p style="text-align: justify">Em dezembro passado, participei do <em>Encontro Macrorregional de Humanização,</em> realizado pelo pessoal do HumanizaSUS / Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, na cidade de Jacobina. Nele pudemos discutir diversos aspectos relacionados ao assunto e ficou bastante claro que cada profissional de saúde, mesmo com todas as dificuldades do cotidiano, é capaz de mudar um pouco a sua realidade, desde que esteja atento às suas ações. É possível respeitar mais, ser mais tolerante, <span style="text-decoration: underline">mais gente</span>. Às vezes nos perdemos em meio às cobranças dos gestores, tratamos pacientes como procedimentos ou convertemos seres humanos em números. Mas quando esses erros passam a ser a regra, algo está inadequado.</p>
<p style="text-align: justify">Passamos 12 meses do ano correndo de olho no relógio, preocupados com a famigerada produtividade, prazos e com o alcance das metas. Aos poucos ganhamos distância do motivo real de tudo aquilo que praticamos: o ser humano. A cobertura vacinal não é apenas um percentual. Aqueles números representam pessoas que estão protegidas de doenças imunopreveníveis. Crianças, adultos e idosos de quem estamos <span style="text-decoration: underline">cuidando</span>. Nossas ideias, relatórios, técnicas não devem nascer para o alcance de um número. Devem existir para alcançar pessoas.</p>
<p style="text-align: justify">Parece bobagem, redundância, mas não é. Este exercício de “reconstrução” dos conceitos deve ser uma prática cotidiana. Talvez assim possamos resgatar parte da motivação perdida ao longo da história. Chamar o indivíduo pelo nome, escutá-lo um pouco mais em cada consulta, apertar sua mão ao se despedir&#8230; Será preciso Pós-Graduação ou alta tecnologia para isso?</p>
<p style="text-align: justify;padding-left: 150px"><em></em>“Por humanização entendemos a valorização dos diferentes sujeitos implicados no processo de produção de saúde: usuários, trabalhadores e gestores. Os valores que norteiam essa política são a autonomia e o protagonismo dos sujeitos, a co-responsabilidade entre eles, o estabelecimento de vínculos solidários, a construção de redes de cooperação e a participação coletiva no processo de gestão.” (BRASIL, 2008)</p>
<p style="text-align: justify">Lendo esse excerto posso suspeitar que muitos profissionais acabam reproduzindo o tratamento que recebem. É perceptível que, em geral, o trabalhador não está sendo cuidado da forma adequada: Más condições de trabalho, políticas de Saúde do Trabalhador incipientes ou não implementadas e vínculos empregatícios precários são alguns pontos que contribuem para sua insatisfação. O que dizer do Prefeito que <a href="http://sites.google.com/site/sobreaenfermagem/" target="_blank">demitiu Enfermeiras</a> que se recusaram a dançar e rebolar sobre um trio elétrico? Não quero dizer que isto autorize o profissional a desrespeitar o paciente. Mas rompe o vínculo solidário e facilita a queda na qualidade da assistência.</p>
<p style="text-align: justify">Sendo assim, fica clara a complexidade da questão, já que envolve mudanças de práticas em diversos níveis. Mas é preciso agir. Trago todos à reflexão:</p>
<p style="text-align: justify">O que cada um tem feito em seu microespaço para humanizar a assistência e as relações de trabalho? Será que mudamos nossa postura em relação ao que fazíamos em janeiro do ano passado? Pensemos.</p>
<p style="text-align: justify">Assim, desejo que em 2010 a nossa ação faça muitas coisas evoluírem. Que tenhamos sempre em mente o nosso compromisso com as pessoas e, consequentemente, possamos ser humanos novamente.</p>
<p style="text-align: justify"><img class="alignright size-full wp-image-280" src="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2010/01/humaniz.jpg" alt="humaniz" width="250" height="166" /></p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify">Referência</p>
<p style="text-align: justify">BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. <strong>HumanizaSUS</strong>: Documento base para gestores e trabalhadores do SUS / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. 4. ed. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2008. 72 p.: il. color. (Série B. Textos Básicos de Saúde)</p>
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		<title>Educação Permanente e Educação Continuada não é a mesma coisa!</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 15:48:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[ensino]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde coletiva]]></category>
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		<category><![CDATA[formação de recursos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[profissionais de saúde]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>

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		<description><![CDATA[Vamos estabelecer essa afirmativa do título como condição fundamental para que possamos prosseguir na discussão.  Não é a mesma coisa! Muitas pessoas teimam em realizar e classificar as atividades educativas equivocadamente, até como sinônimos.  Uns chamam de continuada, outros de permanente, outros até inventam novas modalidades de classificação das atividades, mas, na prática, poucos utilizam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-thumbnail wp-image-257" title="educacao222" src="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2009/11/educacao222-150x150.jpg" alt="educacao222" width="90" height="90" />Vamos estabelecer essa afirmativa do título como condição fundamental para que possamos prosseguir na discussão.  Não é a mesma coisa! Muitas pessoas teimam em realizar e classificar as atividades educativas equivocadamente, até como sinônimos.  Uns chamam de continuada, outros de permanente, outros até inventam novas modalidades de classificação das atividades, mas, na prática, poucos utilizam a terminologia correta, e o mais importante, poucos atendem realmente ao que a perspectiva educacional de cada situação preconiza.</p>
<p>Isso acontece muito no ambiente dos serviços públicos de saúde e instituições hospitalares que desejam instituir um processo educativo contínuo, na maioria das vezes visando a atualização contínua do seu quadro de seus profissionais. Outros implementam os processos educativos em saúde na perspectiva de identificar e resolver problemas do espaço em que estão inseridos. Agora então, vamos nos situar para entender o contexto.</p>
<p>A regulamentação do SUS pela Lei 8080/90 tornou imprescindível e premente a organização de processos educativos para a sua implantação, implementação e formação do quadro de profissionais, tarefa essa árdua e destinada à responsabilidade dos municípios. Essa construção deriva dos movimentos reformistas onde os planejadores e estudiosos da época vislumbravam a necessidade de formar profissionais orientados na busca de soluções para os problemas de saúde do país coletivamente.</p>
<p>Saliento que existem várias conceituações e autores que abordam o tema. Tentarei trazer algumas concepções mais usadas nesse campo para procedermos com as definições.</p>
<p>Da organização das práticas educativas logo surgiu o formato de Educação em Serviço, modalidade muito utilizada para capacitação de profissionais atendendo a interesses diretos da instituição, com o interesse dos profissionais em segundo plano. Verdadeiros treinamentos com privilégio do aspecto técnico e das habilidades.</p>
<p>Já em seguida surge a modalidade da Educação Continuada para capacitação dos profissionais já inseridos nos serviços. Não quer dizer que é algo perene, contínuo como sugere o nome, mas algo que continua a acontecer após a formação dos sujeitos. Difere da anterior no aspecto de privilegiar o profissional e não apenas interesses institucionais. A Educação continuada deve promover oportunidades de desenvolvimento do profissional e de suas capacidades para atuação de forma individual e/ou coletiva. A idéia é que benefícios gerados de forma individual tornam essas pessoas mais satisfeitas, motivadas e com mais conhecimentos que retornam também para instituição na qual ele está inserido.</p>
<p>Eis que finalmente surge a perspectiva da Educação Permanente em Saúde. Essa é uma modalidade que emana do seio dos processos de trabalho e objetiva resolver problemas identificados de dentro desse processo com o propósito de melhorar a qualidade de vida em todas as dimensões. É algo dinâmico e que surge não para preencher lacunas do processo de formação dos profissionais mas para ocupar os espaços. A Educação permanente permite o encontro do mundo em formação com o mundo do trabalho e a qualificação técnico-científica é apenas um dos aspectos das transformações das práticas e não o seu foco central. Não há espaço nessa perspectiva para ações educativas verticalizadas e fora de contexto. As demandas emanam do processo de trabalho e do espaço em que os profissionais e membros das comunidades estão inseridos.</p>
<p>São perceptíveis as diferenças entre as propostas. A educação em saúde é algo muito mais global e interessado na mudança e transformação de práticas. É claro que ela engloba atividades de cunho técnico-científico como acontece na educação continuada, mas há o compromisso de mudança com o mundo e não apenas a transmissão de saberes e conhecimentos de forma individualizada. Aqui impera os interesses do individual e do coletivo.</p>
<p>Abaixo, apresento um quadro comparativo entre a Educação Continuada e a Educação Permanente e que permite melhor observar algumas distinções conceituais:</p>
<div style="text-align: -webkit-center;"><span style="font-size: small;"><span style="line-height: normal;"><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-261" title="tabela_educacao_comparacao" src="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2009/11/tabela_educacao_comparacao1.jpg" alt="tabela_educacao_comparacao" width="512" height="162" /></strong></span></span></div>
<p>As diferenças de suas concepções são fáceis de sentir, porém a formatação disso causa muita confusão na prática. Matematicamente falando, podemos dizer que a Educação continuada está contida na Educação permanente, assim como a Educação em serviço por sua vez está contida na Educação Continuada. Num diagrama, as coisas poderiam ser representadas da seguinte forma:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-256" title="diagrama_educacao_permanente" src="http://www.pensosaude.com.br/wp-content/uploads/2009/11/diagrama_educacao_permanente.jpg" alt="diagrama_educacao_permanente" width="299" height="295" /></p>
<p>A Educação Permanente hoje no Brasil já figura com uma política bem definida (Portaria Nº 198/GM/MS de 13 de fevereiro de 2004) e a sua gestão e deverá ser feita pelos Pólos de Educação Permanente em Saúde que funcionarão como dispositivos do SUS para a promoção de mudanças e fará as articulações interinstitucionais necessárias para sua viabilização.</p>
<p>Espero ter podido colaborar com algumas informações para que equívocos possam ser evitados. Agradeço aos colegas de trabalho e aos meus alunos que motivaram a discussão.</p>
<p><strong>Sugestões para aprofundar o tema:</strong></p>
<p>- <a href="http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica2_vpdf.pdf">Política de educação e desenvolvimento para o SUS: caminhos para a educação permanente em saúde: pólos de educação permanente em saúde do Ministério da Saúde/Brasil &#8211; 2004</a></p>
<p>- <a href="http://www.nates.ufjf.br/novo/revista/pdf/v006n2/Tribuna.pdf">Educação em serviço, educação continuada , educação permanente em saúde: sinônimos ou diferentes concepções? &#8211; Beatriz Francisco Farah</a> / E-mail:biafarah@nates.ufjf.br</p>
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