<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>PENSO &#187; tripartite</title>
	<atom:link href="http://www.pensosaude.com.br/tag/tripartite/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.pensosaude.com.br</link>
	<description>Discutindo saúde</description>
	<lastBuildDate>Sun, 05 Feb 2012 21:11:26 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>Financiamento do SUS: a conta é de quem?</title>
		<link>http://www.pensosaude.com.br/2008/10/financiamento-do-sus-a-conta-e-de-quem/</link>
		<comments>http://www.pensosaude.com.br/2008/10/financiamento-do-sus-a-conta-e-de-quem/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 12:20:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Wagner Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[SUS]]></category>
		<category><![CDATA[tripartite]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.pensosaude.com.br/?p=84</guid>
		<description><![CDATA[Na semana passada, vi alguma pessoas aparecerem na televisão reclamando dos recursos financeiros estaduais que são repassados para o combate e controle da dengue, insuficientes, segundo os então reclamantes. Todos eles funcionários da saúde de um município e que lidam diretamente com o agravo em questão. Também trazia associados aos seus discursos, naquele momento, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:_HU4338ykSAruM:http://2.bp.blogspot.com/_2HN9DazYSnc/RyJuTFoNIzI/AAAAAAAAACs/sL5QMLEgf84/s200/saude%2Bdinheiro"><img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 156px; CURSOR: hand; HEIGHT: 125px" alt="" src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:_HU4338ykSAruM:http://2.bp.blogspot.com/_2HN9DazYSnc/RyJuTFoNIzI/AAAAAAAAACs/sL5QMLEgf84/s200/saude%2Bdinheiro" border="0" /></a> Na semana passada, vi alguma pessoas aparecerem na televisão reclamando dos recursos financeiros estaduais que são repassados para o combate e controle da dengue, insuficientes, segundo os então reclamantes. Todos eles funcionários da saúde de um município e que lidam diretamente com o agravo em questão. Também trazia associados aos seus discursos, naquele momento, o descontentamento pelas suas atuais condições de trabalho, pela precarização dos seus vínculos trabalhistas e as veementes cobranças que têm sofrido nos últimos dias em função do crescente número de casos de dengue na localidade em questão.</p>
<p>Ora, até aí nenhuma novidade. É sabido por todo povo brasileiro que os recursos financeiros repassados pelas instâncias federal e estadual para os municípios é insuficiente para o custeio das ações em saúde, o que demanda grandes investimentos municipais para garantir um mínimo de atenção à saúde aos seus munícipes.</p>
<p>Entretanto, no momento em que assistia o discurso daquele trabalhador de saúde e a forma tão eloqüente com que abordava o assunto em pauta, resolvi então assumir aqui uma postura diferenciada da sempre marcada defesa aos municípios no que tange ao financiamento do SUS.<br />Revolta-me quando vejo pessoas irem aos meios de comunicação e tratar a temática do financiamento como se fosse algo alheio à sua responsabilidade como cidadão ou como se fosse competência única e exclusiva das demais instâncias federadas, deixando os municípios numa posição “confortável” de mártires, grandes vítimas dos descalabros sofridos pelo insuficiente aporte financeiro que lhes são destinados!!! Ohhhh!!!</p>
<p>Aqui vale lembrar que a partir do momento em que se iniciaram os processos de descentralização dos poderes e recursos, o grande movimento de municipalização da saúde, os municípios deixaram de ser meros operadores do sistema e passaram a assumir papel protagonista na gestão de saúde de suas localidades – pelo menos é que se preconiza. Isso implica na elevação da capacidade de gestão local, o planejamento e execução de atividades mais específicas e direcionadas às distintas realidades e também O FINANCIAMENTO MUNICIAL das ações e serviços de sua localidade.</p>
<p>O grande nó está justamente aí! Os municípios brasileiros, forma geral, ainda não incorporaram a perspectiva de que as ações em saúde têm financiamento tripartite: federal, estadual e municipal! Quase todos os programas e serviços demandam <a href="http://portal.saude.sp.gov.br/resources/gestor/acesso_rapido/auditoria/orientacoes_sobre_aplicacao_de_recursos_financeiros_SUS.pdf">CONTRAPARTIDA FINANCEIRA MUNICIPAL</a>, que apesar de ser a menor das parcelas do montante financeiro total, ainda sim não são bem vistas aos olhos dos gestores municipais.</p>
<p>Na verdade, o que os gestores municipais querem é a manutenção da sua capacidade de gestão garantida pela municipalização, mas, por outro lado, desejam que todas as ações e serviços sejam custeados em 100% com dinheiro vindo dos cofres da união e Estado, sem que os municípios desembolsem um vintém sequer. Dessa forma, todos irão querer serem gestores, pois ser a pedra é muito mais interessante que ser a vidraça.</p>
<p>Trago toda essa contextualização para afirmar que a dengue ou quaisquer outros agravos em saúde não podem ser combatidos apenas pelas instâncias federadas superiores e que os municípios também tem que arcar com as contas que lhes são de competência. É por essas e outras que até hoje no Brasil luta-se pela regulamentação da <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc29.htm">EC 29 </a>para garantir o repasse mínimo de recursos da arrecadação municipal para a pasta da saúde.<br />Entendo situação de alguns municípios que possuem indicadores desfavoráveis e não conseguem arrecadar o suficiente para custear algumas ações e serviços que lhes são de competência, ao passo que também entendo que esses devam ser vistos e analisados sob primas diferenciados, mas isso não é uma regra dos municípios brasileiros.</p>
<p>As ações de saúde devem ser vistas e tratadas com as prioridades que elas demandam e o custeio do serviços deve a todo tempo ser negociado e discutido, mas nunca abandonado pelo apontamento dos possíveis culpados, pois, na infeliz possibilidade de não identificá-los, poderemos de forma muito mais fácil vislumbrar os que sofrem com esses desmandos: todo o povo brasileiro!</p>
<p>Precisa então dizer para quem sobra a conta?</p>
<p><em><span style="font-size:85%;color:#999999;">(*) Para saber mais sobre o Financiamento do SUS <a href="http://www.ceap-rs.org.br/arquivos/img_pub/52c853435e1bbbaa316af19d1501bb9b.pdf">veja aqui</a> ou <a href="http://portal.saude.sp.gov.br/resources/gestor/acesso_rapido/auditoria/orientacoes_sobre_aplicacao_de_recursos_financeiros_SUS.pdf">aqui</a></span></em><br /><em><span style="font-size:85%;color:#999999;">(**) Um grande abraço para a turma da pós de Saúde Coletiva &#8211; Sanitarista que motivou esse debate</span></em><br /><em><span style="font-size:85%;color:#999999;"></span></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.pensosaude.com.br/2008/10/financiamento-do-sus-a-conta-e-de-quem/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

